Comissão regional propõe duplicação de 220 km em proposta de novo edital de concessão da BR-386

Grupo de trabalho teve a primeira reunião nesta quinta. Em 6 de abril, ocorre novo encontro em Brasília.


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A formação de uma comissão regional para discussão da concessão da BR-386, está propondo mudanças significativas no edital. De acordo com a presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cíntia Agostini uma das reivindicações é a duplicação de Lajeado a Carazinho, já no terceiro ano de concessão, invés do décimo.

A duplicação levaria de cinco a sete anos para ser concluída, mudando o valor da tarifa paga na cancela, conforme o tempo da obra. São 220 quilômetros de duplicação. Além disso, o trecho de Lajeado a Tabaí também deverá ser duplicado. “Hoje há apenas um alargamento até o acostamento, e não uma duplicação”, explica Cíntia.

A região necessita, de acordo com a representante regional, de obras de infraestrutura como alças de acesso, e uma atenção especial ao trecho entre Lajeado e Estrela. “Listamos tudo no nosso Vale, no sentido do que deve ter de infraestrutura, que hoje não têm.”

O grupo é composto pelo Codevat, Associação dos municípios do Vale do Taquari (Amvat) e municípios lindeiros onde ocorreram as Audiências Pública. A primeira reunião ocorreu nesta quinta-feira (30). No próximo dia 6 de abril, ocorre novo encontro em Brasília. “Teremos uma última reunião no dia 19. Este grupo terá três encontros para discutir o que foi tratado nas audiências sobre o edital e, assim, construir um novo contrato. Após isto, o grupo retorna ao RS para discutir com a comunidade do Vale do Taquari a reformulação. Não seremos nós que decidiremos sozinhos. A Sociedade vai definir como funcionara a concessão”, enaltece.

Nesta sexta-feira (31), lideranças regionais do Vale do Taquari discutiram, na Univates, estratégias de atuação na discussão da proposta de concessão. Na oportunidade, Cíntia apresentou o relatório da primeira reunião do grupo de debate estadual. “Este modelo da maneira que foi proposto nós não aceitamos, mas talvez, venhamos a aceitar de uma outra maneira. A gente, enquanto sociedade, não dizemos sim ou não a este modelo de concessão. Estamos abrindo a possibilidade de discussão para construção deste edital que poderá vir a ser aceito”, enfatiza. RG

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