Como é o ultrafreezer que a Univates colocou à disposição para armazenar vacinas para coronavírus


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Foto: Lucas Wendt / Divulgação

A Univates colocou à disposição do Governo do Estado um ultrafreezer para o armazenamento das vacinas contra a Covid-19. Com capacidade de 585 litros, a estimativa é de que o ultrafreezer comporte 200 mil doses da vacina em uma temperatura inferior à -70ºC. Essa temperatura é necessária, por exemplo, para o imunizante produzido pela farmacêutica americana Pfizer/BioNtech.

A instituição utiliza o ultrafreezer em atividades de pós-graduação, em pesquisas voltadas à biotecnologia, e no Parque Tecnológico do Vale do Taquari (Tecnovates) para guardar amostras para realização de projetos.

A diretora de Inovação e Sustentabilidade da Univates, Simone Stülp, detalha que o equipamento “é quase um container” pequeno, por suas características. “Porem, ele tem dentro de seu sistema de regulação de temperatura esta capacidade de temperaturas menores. Ele é mais complexo em termos de tecnologia”, explica.


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“Menos de 80 graus é uma temperatura extremamente baixa, e obviamente que a sala em que ele fica instalado tem que estar no máximo a 10ºC para que você possa manter essa temperatura ultra baixa”, detalha.

Simone explica que em novembro a universidade procurou a Prefeitura de Lajeado para discutir a disponibilização ao poder público em sua estratégia de vacinação, após a Pfizer divulgar que sua vacina precisaria ser armazenada em -70ºC.

Simone Stülp é diretora de Inovação e Sustentabilidade da Univates (Foto: Tiago Silva)

Em dezembro, a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia entrou em contato com as universidades para fazer um levantamento da capacidade do estado. No total, o RS tem 64 ultrafreezers, o que ofereceria cobertura completa a todas as regiões, explica Simone.

Questionada se a Univates poderia se tornar um centro de vacinação quando a imunização contra a covid começar a ser aplicada no Rio Grande do Sul, a diretora diz que sim. “O ambiente em si de aplicação não requer questões técnicas. Nós poderíamos pensar em uma unidade de aplicação no campus universitário, mas também podemos pensar como ponto de estoque a univates, e a partir dali você faz o transporte interno das doses, com a segurança das temperaturas”, observa.

 

 

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