Como motivar minha equipe? Antes de querer motivar, preocupe-se em não desmotivar

Lidar com as pessoas é uma arte que deve ser desenvolvida por todos que buscam melhorar e evoluir


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Gustavo Bozetti, diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

Muitos são os empresários que me perguntam “Gustavo, como faço para motivar a minha equipe?” A resposta que eu sempre dou é: “antes de querer motivar, descubra os fatores que estão desmotivando a sua equipe e comece trabalhando nestes pontos, pois já será uma super evolução”. A grande questão é que, geralmente, existe uma confusão quando o assunto é motivação. Inclusive, algumas pessoas se equivocam achando que o nosso trabalho é motivacional. E não é. Porém, algumas pessoas saem motivadas das nossas salas. O mesmo ocorre com alguns que acham que nosso trabalho é terapia. Não é. Porém, para alguns, é terapêutico.


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Voltando aos fatores de motivação, estes são confundidos constantemente com fatores de manutenção. Mas o que difere um do outro? Fatores de manutenção, normalmente custam bastante para as empresas e geram resultados pequenos. Já os fatores de motivação, normalmente custam pouco para as empresas e geram grandes resultados. Cito aqui dois exemplos: uma máquina de café na empresa é um fator de manutenção, que custa para a empresa e que gera pouco resultado (a pessoa não se motiva por causa da máquina, apesar de ela gostar).

Por outro lado, um elogio bem dado não custa nada para a empresa, mas gera grandes resultados (as pessoas gostam de reconhecimento). Certa vez, uma empresa havia implementado um ranking para valorizar os seus melhores colaboradores. Os mais bem posicionados apareceriam na revista da empresa e, também, poderiam rodar uma roleta que apontaria um prêmio que receberia. Porém quero citar dois fatos que ocorreram.

Certa vez, uma falha gerencial deixou de fora da revista um colaborador que estava entre os melhores. O gerente, imediatamente após perceber a falha, avisou ao colaborador o ocorrido, mas que ele poderia rodar a roleta e ganhar o prêmio. O colaborador respondeu que não se importava com o prêmio, mas, sim, em ter ficado fora da revista. Disse que o valor material não importava, mas, sim, o reconhecimento da revista. Na edição seguinte da revista, o erro foi corrigido. Outro fato foi que um jovem esteve entre os melhores e ganhou três meses de academia grátis. O detalhe é que o jovem não gostava de malhar.

Os exemplos são bem clássicos e demonstram que a empresa negligenciou o mais importante, que são os desejos dos colaboradores. Nesse ponto, os dois fatores são importantes, tanto os de “manutenção” quanto os de “motivação”. O que percebe-se é que grande parte dos líderes e gestores cometem falhas que acabam desmotivando seus colaboradores. É o gestor que esquece de elogiar o bom desempenho, mas sempre lembra de criticar o mau. Às vezes, promete coisas que não consegue honrar. Ou, ainda, trata todos os integrantes da equipe do mesmo jeito, sem se dar conta que as pessoas podem fazer as mesmas coisas, mas por motivos diferentes. Saber usar meios de “manter” e de “motivar” as pessoas da nossa equipe é um diferencial para nossa produção.

Lidar com as pessoas é uma arte que deve ser desenvolvida por todos que buscam melhorar e evoluir. E você? Utiliza a arte de lidar com as pessoas? Pense o quanto você poderia estar melhor se dominasse essa arte. Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

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