Como um lar de idosos de Lajeado enfrentou um surto de coronavírus

Após mais de 14 dias sem casos novos, o lar teve uma comemoração no fim de semana com os residentes.


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Coordenadora do Residencial Geriátrico Aliança, Alana Auler (Foto: Tiago Silva)

O Residencial Geriátrico Aliança, de Lajeado, passou por um surto de Covid-19. Vinte e cinco residentes e dez funcionários foram infectados. Apenas quatro, entre idosos e funcionários da instituição, não contraíram a doença. Dois morreram, sendo que uma vítima tinha histórico de AVCs. Após mais de 14 dias sem casos novos, o lar teve uma comemoração no fim de semana pelo fim do surto. Em entrevista no programa Redação no Ar nesta quarta-feira (9), a coordenadora do residencial, Alana Auler, que também pegou a doença, detalhou como foram vividos esses dias.


ouça a entrevista

 


Conforme ela, a direção optou por revelar os casos positivos a todos os idosos somente após o surto de Covid-19 passar. Ao receber o primeiro resultado positivo, o residencial entrou em contato com as famílias e tomou as medidas para conter o surto. Foram 15 dias de angústia para as famílias e funcionários, diz Alana Auler. Porém, ela ressalta que “o ambiente da casa estava muito tranquilo”. “É que não teve sintomas muito graves. Eles estavam no cotidiano deles”, pontua. A decisão de não rever a informação antes foi para não afetar isso, informa a direção.

Ela explica que poucos residentes tiveram sintomas, entre eles diarreia e febre. A instituição optou por tratamento precoce. O médico do residencial entrou em contato com as famílias para a prescrição de medicação, entre eles hidroxicloroquina, ivermectina, vitamina D e zinco. Apenas dois idosos, de 95 e 86 anos, não tomaram. Para a coordenadora, o número de internações e óbitos no espaço foram menores. “Não deu efeito colateral em ninguém, quem fez o uso ficou bem”, lembra Alana.

Durante os dias de surto na casa geriátrica, as visitas internas foram suspensas. Os familiares se comunicavam com os residentes por meio do portão, com distanciamento. Os funcionários intensificaram as atividades físicas e com música, para que eles não ficassem abatidos, e os familiares mantiveram contato frequente por telefone e chamadas de vídeo.
Agora sem novos casos, as visitas foram liberadas no pátio, com distanciamento social e medidas de higienização sanitárias.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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