Comportamentos hostis não podem passar despercebidos

Em diferentes graus e de diferentes formas, as situações hostis fazem parte do relacionamento humano


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Foto: Ilustrativa / Pexels

A hostilidade está presente em todas as esferas de nossa vida. Piadas desrespeitosas, apelidos preconceituosos, insensibilidade, agressividade. Em diferentes graus e de diferentes formas, as situações hostis fazem parte do relacionamento humano, e no trabalho, não é diferente. O clima de tensão, cobranças, cansaço e competitividade, muitas vezes, até contribui para isso, e já virou lugar-comum ouvir alguém se queixando do colega, do chefe, do subordinado.


ouça o postura profissional

 


Uma pesquisa divulgada pela revista Você SA revelou que o simples fato de presenciar um garçom ou vendedor de loja sendo hostilizado pelo gerente do estabelecimento, por exemplo, pode fazer com que o cliente desista da compra e até de frequentar o lugar. Isso acontece porque ele tende a generalizar a situação, para o lado negativo; logo, não quer se sentir cúmplice daquele desrespeito e investir ali seu dinheiro. O prejuízo pode ser ainda maior se esse cliente resolver espalhar o ocorrido.

Quando li essa matéria, lembrei imediatamente de uma loja na qual costumo comprar. Lá, havia uma gerente assim, grosseira com os funcionários e até mesmo com a clientela. E o problema maior é que sua atitude refletia no comportamento dos funcionários, e muitos deles, sentindo-se autorizados a agirem de tal forma, reproduziam aquele modo de agir, deixando o ambiente todo contaminado.

Comportamentos hostis não podem passar despercebidos, sob pena de serem naturalizados e acabarem se incorporando à cultura da equipe e até mesmo da empresa. Um líder que desrespeita e que não toma nenhuma atitude diante de hostilidades que ocorrem no ambiente de trabalho acaba contribuindo para um clima tóxico, o que afeta diretamente na produtividade, na criatividade e no engajamento dos trabalhadores.

O filósofo e médico alemão Albert Schweitzer escreveu: “Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes”.

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