Conheça a bombeira militar que atuou na linha de frente no incêndio do caminhão na BR-386

Soldado Elizabete Linden era policial militar até 2019 e decidiu mudar de atuação para salvar vidas


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Soldado Elizabete Linden atuou na linha de frente no combate ao incêndio do caminhão (Foto: Caroline Silva)

Era sábado de manhã e a guarnição do Corpo de Bombeiros de Lajeado retornava de uma ocorrência em Cruzeiro do Sul, onde resgataram um cavalo que havia caído em um valão. Ao chegarem no quartel da corporação, receberam o chamado do acidente envolvendo um caminhão carregado de óleo diesel, na ponte sobre o Arroio Boa Vista, em Estrela. O veículo explodiu e vitimou o motorista no local.

Dos quatro bombeiros militares da corporação de Lajeado, uma era mulher, a soldado Elizabete Linden. Foi ela, juntamente com outro soldado, quem atuou na linha de frente no combate ao incêndio do sinistro. Ela fala que inicialmente não tinham muitas informações do que se tratava. “Até então não sabíamos as proporções, só sabíamos que era um acidente veicular, não sabíamos o número de vítimas, chegamos ali e sabíamos que poderia ter uma vida ali e nossos esforços seriam direcionados a salvá-la”, recorda.

A soldado lembra das dificuldades que enfrentou por estar muito próxima do fogo. “Eu e meu colega nos equipamos e entramos na fumaça, corremos o risco da explosão porque sabíamos que poderíamos salvar vidas. A fumaça dos pneus e do próprio liquido do combustível tomou o local e nós estávamos contra o vento, então toda a fumaça e o próprio vento vinha em nossa direção”, conta.

Do quartel do Corpo de Bombeiros, localizado no Bairro Montanha, até o local do acidente, a guarnição levou cerca de cinco minutos, o que segundo a soldado, poderia ter levado menos tempo caso o tráfego houvesse colaborado. Ela também reforça que outro fator que auxilia na agilidade do trabalho da corporação são informações passadas corretamente. “Nós não tínhamos muita informação do que ocorreu, as pessoas só diziam que era um acidente veicular, não conseguiam nos dizer se haviam mais veículos envolvidos. Quanto mais informações a população nos passar, mais fácil será a nossa chegada no local”, alerta.

De 2014 até 2019, Elizabete foi policial militar. Segundo ela, sempre foi um sonho atuar como bombeira e se sente realizada com a decisão de mudar. “Foi algo que veio a somar na minha vida, é um serviço muito diferenciado, e é o que quero para o meu futuro”, destaca.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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