Conheça a origem do canivete

Nilo Cortez fala sobre a ferramenta que surgiu na Europa e foi aprimorado pelos árabes na Península Ibérica


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Foto: Ilustrativa/Divulgação

Lá no século passado tempo de guri ter um canivete era “base” de sobrevivência. Nada de defesa, briga ou guerra. Cada um tinha o seu para comer diversas frutas, cana-de açúcar, apontar lápis, no chaveiro, abrir lata, saca rolha, fazer artefatos de madeira entre eles bodoque, arco e flecha, armas de madeira e muitas artes. Hoje algumas delas só causariam polêmicas, partiram para eletrônicos. Canivete é uma faca melhorada. Surgiu na Europa e foi aprimorado pelos árabes na Península Ibérica (Espanha e Portugal). O mais famoso é o canivete Suíço de múltipla função verdadeiro utensílio de “Mac Gayver”.

Segundo a história o suíço Kar Elsener o inventou no século XIX quando notou que soldados do exército compravam seu canivete. Em 1891 vendeu a primeira encomenda e colocou a bandeira da Suíça (Uma cruz grega branca dentro de um quadrado vermelho). Que persiste até hoje com fama e qualidade.

No Brasil o canivete foi trazido pelos escravos africanos que conheciam como fazê-lo e o vendiam para os garimpeiros, era uma lâmina de metal e cabo de madeira.
Hoje se encontram no mercado vários modelos de canivetes considerados de fácil manejo, seguros por esconderem o fio dentro da bainha quando fechado. Menores que facas com mesmo tamanho de lâmina e de comprimento variado conforme a necessidade. Há pequenos e leves usado para mochileiros, trilhas, ecoturismo e aventura.

Considerados táticos de uma lâmina, mas com alternativas de uso, dorso serrilhado, furado para cortes de arame, abrir garrafas, e tantos outros usos. Os mais modernos têm até luz de LED e pendraive. Os bombeiros que atuam com resgates têm canivetes especiais. Forças militares tem canivetes táticos etc.

Na agricultura nas andanças pelo interior se encontram ainda muitos usando canivete no seu dia a dia. A turma do palheiro para picar fumo e cortar palha. Canivetes destinados a poda e colheita de frutas o mais famoso é o “Britola” italiano canivete curvo. Há canivetes especiais para enxertia com lâmina e espátula. Quem atua na jardinagem tem diversos tipos de canivete de cortes e poda. Quem faz artesanato também usa. Na criação de animais na hora de castração havia canivetes especiais para fazer isto, já em desuso a bastante tempo. Mas também usado para regulagem de estribo, celas e arreios. Uso em pescaria para limpar peixe e trabalhar com linhas e redes. E tantos outros usos inclusive peças de coleção.

A limpeza e lubrificação do canivete vai aumentar a durabilidade. Para limpar abrir todas as ferramentas e escovar com um pincel. Depois usar óleo WD-40 ou assemelhado em todo ele, retirando o excesso com pano. Pode lubrificar com óleo de máquina nas articulações.
E vai um lembrete quem lida com canivete, vale para facas, tesouras de poda e outras ferramentas, não importa se for com plantas ou animais precisa “esterilizar” antes do uso para não transmitir doenças principalmente, fungos, bactérias e vírus.

O risco é maior quanto cultivo em estufa ou uso em animais. Mergulhar a lâmina a ser usada no álcool ou água clorada é importante. Há quem usa água fervendo por cinco minutos. Importante é evitar doenças.

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