Conheça os episódios de bravura de Anita Garibaldi, a heroína de dois mundos, homenageada neste ano nos Festejos Farroupilhas

Nascida em Laguna, em Santa Catarina, em 1821, ela teve participação importante na Revolução Farroupilha (1835 a 1945) e nas batalhas pela unificação da Itália, ao lado de Giuseppe Garibaldi


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Anita Garibaldi retratada em telas que integram acervo da Casa de Anita (Foto: Alesc / Divulgação)

Os 200 anos do nascimento de Anita Garibaldi, homenageada neste ano nas festividades farroupilhas pelo RS, foi o tema da entrevista desta quarta-feira (15) do Troca de Ideias com a Alessandra Motta, vice-presidente da comissão dos Festejos Farroupilhas 2021, patrona da Semana Farroupilha de 2020 e ex-primeira prenda do RS.

“Anita Garibaldi é a heroína de dois mundos, que completa 200 anos e chega muito viva no nosso tempo em relação aos seus ideais, a sua personalidade. É um símbolo para nós, mulheres. Um exemplo de força, de conquistar o seu lugar no mundo, de estar onde se quer estar, desenvolver as atividades que tem vocação, sempre em busca dos seus sonhos”, comenta.

Anita foi inscrita entre os heróis da pátria em 2012. Para Alessandra, foi um reconhecimento tardio, já que ela já é idolatrada na Itália desde o Século 19. No país europeu, ao lado de Giuseppe Garibaldi, participou da luta pela unificação da Itália, demonstrando grande bravura.

Alessandra reconhece que pouco se sabe de Anita antes de Garibaldi. Ela nasceu em 1821, em Laguna, em Santa Catarina. De temperamento forte e guerreiro, Anita era filha de um tropeiro, e sua mãe foi viúva cedo. Ela casou cedo, com um sapateiro aos 14 anos, de forma arranjada. Ela conheceu Garibaldi em Laguna, quando o italiano foi junto com as tropas farroupilhas para o estado e declararam sua independência. A República Juliana durou pouco mais de 100 dias.

Quando Garibaldi retornou ao RS, Anita veio junto e participou de batalhas importantes. Ela foi presa, fugiu e atravessou 80km a nado, por rio e a cavalo. Um dos momentos mais difíceis pelos quais passou foi quando nasce o primogênito do casal Anita e Giuseppe Garibaldi. O bebê quase morre por causa da dificuldade de atravessar o Rio das Antas, na Serra Gaúcha.

Alessandra explica que o casal não permanecem muito tempo no RS, ao lado dos farroupçias, mas foi uma participação definitiva. Conforme a vice-presidente da comissão dos Festejos Farroupilhas 2021, comandantes militares da época relatam a bravura dessa mulher, e a literatura ajudou na construção desse mito.

Saiba mais

Em 1849, na Itália, Garibaldi e Anita seguem para os combates em Roma, mas são perseguidos, e durante a fuga de Roma, vestida de soldado e grávida de cinco meses, Anita Garibaldi adoece em Orvieto, próximo à província de Ravenna, acometida por febre tifoide e não resiste. Ela faleceu em Mandriole, Itália, no dia 4 de agosto de 1849, com apenas 28 anos. Em Roma, na colina de Gianicolo, foi erguido um monumento equestre em sua homenagem, onde foram enterrados seus restos mortais.

Giuseppe Garibaldi continuou sua luta pela unificação da Itália, o que foi finalmente conseguido em 1871. Com isto, os vários pequenos reinos, ducados, principados e repúblicas existentes na península italiana, e nas ilhas da Sicília, de Cósega e da Sardenha passaram a formar um só país, o Reino da Itália, sob o reinado de Victor Emanuel II.

 

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