Conhecido pela defesa da causa animal, deputado estadual Rodrigo Maroni está residindo em Encantado

Parlamentar tem família na região e destaca que é "uma satisfação enorme" poder representar o Vale do Taquari


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Foto: Tiago Silva

O deputado estadual Rodrigo Maroni, atualmente no Partido Verde (PV), está residindo em Encantado, no Bairro Santo Antão, desde 2019. Nascido e criado em Porto Alegre, o parlamentar, que tem a carreira marcada pela defesa da causa animal, decidiu morar no Vale do Taquari em função de ter família residindo na região, sua mãe e irmã.

A sua casa fica em uma área mais retirada de Encantado, onde, segundo ele, há grande incidência de macacos. Na contagem de Maroni, haveria mais de cem macacos nas redondezas. Na sua moradia, mantém seis cachorros.

Maroni diz que é “uma satisfação enorme” poder representar o Vale do Taquari, receber demandas e poder ajudar a região no Parlamento gaúcho. Porém, faz uma ressalva de que “é obrigação de todos os deputados atender a todas as regiões”.

Formado em História, Ciências Sociais e em Gestão pública, Maroni foi líder estudantil e diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 2015, foi eleito vereador em Porto Alegre e, em 2018, deputado estadual com quase 26.449 votos. Em sua trajetória política já passou pelo PT, PSOL, PCdoB, PR, Podemos, Pros, PMB, PTB e PV. Em 2020, concorreu à prefeitura de Porto Alegre pelo Pros. Ficou em nono lugar, com 3.314 votos. Nesta época, aliás, já morava em Encantado, no Vale do Taquari.

Maroni nota uma ampliação de candidatos em defesa da pauta animal nos últimos anos. Segundo ele, os animais de estimação têm se inserido no contexto familiar por sua lealdade e companheirismo, e muitas vezes substituindo filhos entre os casais das novas gerações. O parlamentar entende que esses fatores, aliado à ausência de política pública, têm dado vazão às candidaturas. Conforme ele, adentrar nessa área foi natural em função de sua família ser bastante conectada à causa animal.

O deputado diz que já apresentou mais de 300 projetos em defesa dos animais, porém, nenhum teria sido aprovado. Ele lamenta a dificuldade de se passar as propostas, que diz serem inspiradas em experiências adotadas em outros países mundo afora.

Atualmente, está focado na pauta de proibir a utilização de carroças e tração animal no Rio Grande do Sul. Ele é proponente da uma frente parlamentar para debater a utilização desse tipo de veículo. O objetivo é realizar um estudo aprofundado em diversas cidades gaúchas sobre a realidade dos cavalos exercendo este trabalho.

Maroni destaca que em vários municípios já é proibida a utilização de carroças, mas que há um grande problema de fiscalização. Segundo o deputado, o Brasil é terceiro maior rebanho de cavalos em todo o mundo, e que o RS hoje tem em torno 522 mil animais.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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