Consultar quem sabe é saber a metade

No quadro Direto Ao Ponto desta quarta-feira, no programa "Troca de Ideias", a participação do diretor da Fundação Napoleon Hill e do MasterMind RS, Gustavo Bozetti.


0
Gustavo Bozetti (Foto: Rodrigo Gallas)

Hoje trago uma história inspiradora de um menino que era filho de um pedreiro e de uma dona de casa, e que começou a trabalhar aos 13 anos de idade. Na época, vendia, no subúrbio de Lins (cidade do interior de São Paulo), lanches produzidos por sua mãe. Aos 16 anos, ele se tornou gerente de uma empresa de cópias. Após essa experiência, ele trabalhou em uma empresa de construção civil aprendendo a programar computadores.


ouça o comentário

 


Aos 18 anos, começou a ensinar computação para estudantes do ensino médio do Instituto Americano de Lins. Aos 23 anos, esse jovem fundou a sua própria empresa, uma escola de computação. Em 1994, aos 26 anos de idade, ele já possuía 17 escolas e, depois disso, decidiu começar a expandir por meio de franquias. Em 2010, a sua empresa, que era a Microlins, já possuía 700 escolas localizadas em 500 cidades brasileiras quando foi vendida ao Grupo Multi em uma transação de aproximadamente 110 milhões de reais. José Carlos Semenzato é autor de uma carreira vitoriosa, e está hoje entre os maiores franqueadores da América Latina, sendo sócio da Xuxa Meneghel e do tenista Gustavo Kuerten, além de ter inúmeros outros empreendimentos.

Nos últimos anos da minha carreira, conheci pessoas inspiradoras, como o mestre Jamil Albuquerque, o empreendedor Roberto Justus, o economista Ricardo Amorim, o treinador Renê Simões, entre tantos outros homens e mulheres bem sucedidos que, como o próprio Semenzato, servem como exemplo de sucesso para todos nós. Muitos deles fazem parte da minha “assembléia de vozes” imaginária. Todas as vezes que me deparo com situações difíceis, levo o assunto para essa “mesa imaginária” e pergunto: como pessoas como essas agiriam se estivessem na minha situação? Além dessa assembléia de vozes, tem algumas pessoas que costumo consultar em momentos distintos para saber o que passa na mente delas em aspectos relacionados a determinados assuntos e situações, a fim de saber o que essas pessoas fariam se estivessem na minha situação. É como se eu pedisse conselhos para uma mesa imaginária e também para pessoas próximas e importantes. Normalmente, essa forma de conduzir as coisas traz mais sabedoria para as decisões e para as ações que tomamos em nossas vidas.

Esse grupo pensante é o que chamamos de “MasterMind” (marca registrada), ou a mente mestra que nos ajuda em todos os momentos da nossa caminhada, e que faz toda a diferença, principalmente em momentos difíceis. Quando confiamos apenas na nossa própria mente, corremos o risco de não enxergar alguns pontos que outra mente possa enxergar. É como se essa outra pessoa abrisse uma nova janela de pensamento que traz luz para nossa mente, tornando as nossas decisões mais assertivas.

O problemas que vejo frequentemente, são pessoas se aconselhando com quem tem pouco a agregar. Pessoas com graves falhas de conduta dando “pitaco” sobre tudo, principalmente após a chegada das redes sociais, que deu voz para todos. Aí observamos a famosa expressão que diz que “receber crítica construtiva de quem nunca construiu nada” é fogo. É por isso que falamos que consultar quem sabe é saber a metade. Quando escolhemos a pessoa certa, temos grandes chances de receber o conselho certo. Concorda? E você? Busca se aconselhar com qual nível de “assembléia de vozes”?

Gustavo Bozetti, diretor da Fundação Napoleon Hill e do MasterMind RS

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui