Conta de luz: Aneel aumenta custo da bandeira vermelha 2 em 52%

O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, visa alertar a população sobre o custo da energia produzida no Brasil


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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta terça-feira (29) pela elevação de 52% (de R$ 6,243 para R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora consumidos) no custo adicional cobrado pela bandeira tarifária vermelha patamar 2 das contas de luz. O reajuste passa a valer já nas coletas realizadas no mês de julho.

“É um sinal claro de que consumir energia até a chegada do próximo período único está mais caro”, apontou o presidente da agência reguladora, André Pepitone, ao se manifestar favorável ao aumento. Ele avalia o momento atual como “excepcional” para a adoção de medidas mais drásticas devido à pior crise hídrica dos últimos 91 anos.

“Não estamos promovendo aumento porque gostamos ou queremos. É uma realidade, o custo está presente. O que estamos decidindo é o que fazer com esse custo, se apresentamos agora ou depois, com a correção da Selic”, explicou Pepitone.

O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, visa alertar a população sobre o custo da energia produzida no Brasil e trazer um consumo mais consciente para a população em períodos com maior uso das usinas térmicas, que produzem uma energia mais cara.

Com a atualização, a bandeira vermelha patamar 2, incidente neste mês de junho e prevista para julho, passará a custar R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos a partir do mês de agosto. O valor corresponde a um aumento de 52,01% na bandeira que deve persistir ativa até o mês de novembro, conforme as expectativas da Aneel.

O reajuste anunciado nesta segunda-feira (29) supera o aumento proposto em consulta pública realizada pela agência reguladora no mês de março e defendido pelo relator da ação, Sandoval Feitosa, que previa uma elevação de apenas R$ 0,25 (4%) na tarifa vermelha patamar 2, para R$ 6,494.

“Tínhamos uma proposta para ser julgada, mas as variáveis ambientais levantaram a discussão desse ponto importante que produz a matriz de custo da população e da economia. Não foi fácil. É muito difícil se prever chuvas e, mais difícil ainda, prever os efeitos decorrentes da falta ou de uma chuva menor do que a esperada”, explicou Feitosa. Ele calcula que a manutenção dos valores ocasionaria em um déficit de R$ 5 bilhões até dezembro.

Ao analisar a situação, Pepitone equiparou a necessidade de recorrer às usinas térmicas à contratação de um seguro ao comprar um carro novo. “O parque térmico está lá, mas desejamos usá-lo. Mas, em um caso ruim, temos que usar o seguro. É o que está acontecendo agora, porque não temos água nas hidrelétricas e temos o nosso seguro”, destacou ele, ao dizer que as bandeiras modelam o custo adicional.

O diretor Efrain Cruz defendeu uma decisão mais branda devido ao momento de dificuldade enfrentado por boa parte dos consumidores no momento atual. “Em momentos de crise, a gente cumpre a regra para não incorrer em alguns erros”, pontuou ao avalia que a economia popular está “assolada” pela crise sanitária causada pela pandemia.

Efrain Cruz ressalta ainda que o aumento da conta não reflete na redução de consumo da população e recorda que o Brasil já operou com déficit superior a R$ 4 bilhões, o que permitiria um reajuste mais brando neste momento até a realização de uma nova revisão no mês de agosto.

10 estratégias para economizar energia

Adquira aparelhos elétricos eficientes
Eletrodomésticos mais antigos costumam ser menos eficientes. Se puder, substitua-os por aparelhos mais novos e com selo PROCEL de eficiência energética. Pesquise modelos e potências mais eficientes.

Evite banhos longos
Tome banhos de, no máximo, cinco minutos. Ao ficar tempo demais debaixo do chuveiro, você desperdiça água e consome energia elétrica em excesso, principalmente no inverno. Priorize também pelo modo “morno” ou “verão” em dias quentes.

Fique de olho no carregador de celular
Não deixe o carregador de celular na tomada sozinho ou depois que o aparelho estiver completamente carregado. Além de evitar acidentes domésticos, ele consome energia elétrica.

Aproveite a luz natural
Além de ser confortável para os olhos, aproveitar a luz natural do dia ajuda a reduzir o desperdício de energia. Evite acender luzes em ambientes já naturalmente iluminados, dê preferência por lugares com janelas amplas e paredes claras.

Evite o ‘modo espera’ dos aparelhos
Nunca deixe os aparelhos ligados no “modo espera”. Não há necessidade de continuar consumindo energia se você não os está utilizando. Tire o eletrodoméstico da tomada quando não estiver em uso.

Escolha lâmpadas LED
Dê sempre preferência às lâmpadas LED. Elas consomem até 80% menos que as lâmpadas convencionais,

Utilize a função “timer” das TVs
Evite dormir com a TV ligada. Utilize a função “timer” ou “sleep” para que ele desligue sozinho.

Utilize a geladeira com eficiência
Evite utilizar a parte de trás da geladeira ou do freezer para secar panos e roupas. Verifique sempre o estado da borracha de vedação e evite abrir a porta a todo momento.

Passe as roupas de uma única vez
Junte a maior quantidade possível de roupas para passar e sempre utilize a temperatura indicada para cada tipo de tecido. Deixe as roupas leves para passar com o ferro desligado.

Confira os fios de casa
Fios desencapados ou expostos podem gerar acidentes e contribuem para perda de energia. O recomendado é trocá-los com urgência.

Fonte: R7/G1

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