Contratos de funcionários da rede pública de ensino não são renovados em Estrela

Sem aulas presenciais por conta da pandemia, 90 monitores e estagiários não dão seguimento as atividades por conta de questões jurídicas.


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Salas de aulas estão vazias por conta da suspensão de encontros presenciais em decorrência da pandemia (Foto: Pixabay / Divulgação)

O mundo inteiro passa por uma das crises mais difíceis de toda a história por conta da pandemia do novo coronavírus. No Vale do Taquari, o cenário não é diferente e atinge inúmeros setores, entre eles, a educação. Com aulas presenciais suspensas desde o final de março, com realização apenas de atendimentos e encontros remotos, alguns profissionais não tiveram seus contratos renovados, é o caso dos monitores e estagiários da rede pública de ensino de Estrela.


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Conforme o secretário de Educação do município e presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Ensino do Rio Grande do Sul (Undime/RS), Marcelo Mallmann, a medida precisou ser tomada por conta de questões jurídicas e não administrativas. “Para que eu possa continuar com esses contratos, fazer as renovações, eu preciso apresentar uma justificativa, que seria o atendimento das crianças de forma presencial, que é o que eles fazem”, explica.

Nesse período, desde o início da pandemia, os funcionários não tiveram nenhum corte ou redução de salários. “Mantivemos os contratos e honramos até o final, mesmo com a paralisação em março, não rompemos os vínculos por entendermos a necessidade desses estagiários e monitores”. Ao todo, 90 contratos não terão continuidade. Eles representam 14% do total de 640 profissionais que atuam na rede pública de ensino. Já os professores terão suas renovações efetivadas, pois neste caso, segundo Mallmann, existem argumentos legais. “O que são contratos de forma, emergencial e temporária, esses terão seus contratos todos renovados.”

Secretário da Educação de Estrela e presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Ensino do Rio Grande do Sul (Undime/RS), Marcelo Mallmann (Foto: Rodrigo Gallas / Arquivo Rádio Independente)

O secretário informa que, quando as atividades forem retomadas, os contratos serão restabelecidos. “Assim que aulas puderem ser retomadas de forma presencial, que a área da saúde dizer que temos segurança para o retorno, esses contratos também serão chamados para que possamos fazer a renovação com a devida justificativa.”

É importante destacar que será uma retomada gradual, conforme determinação do governo do estado, então não significa que todos os contratos serão renovados imediatamente. “Começa com uma turma, depois de um tempo mais uma, e assim, sucessivamente”, completa Mallmann.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou no dia 20 de julho em entrevista, que a projeção para a volta às aulas no estado estava prevista para setembro, com algumas etapas sendo feitas já neste mês agosto.

Texto: Gabriela Hautrive
producao@independente.com.br

 

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