O jogo virtual “Baleia Azul” ganhou o noticiário do país no último mês. O assunto gerou preocupação de pais, especialistas e autoridades. A psicóloga Adriana Rosseto Dallanora afirma que os pais devem ter atenção redobrada, neste momento, para mudanças bruscas de comportamento dos jovens. A novidade, o desafio, a transgressão das regras estão intimamente ligados à adolescência, o que faz dos jovens um grupo de risco mais suscetível à participação do jogo.

Adriana alerta para o fato de que muitas pessoas estão banalizando o assunto, mas a questão é séria. A participação no jogo pode ter origem na baixa auto-estima, em um caso de bullying na escola ou em desentendimentos familiares.

Segundo ela, a diferença do bullying de antigamente para hoje, é que ele pode estar com o adolescente a todo momento via redes sociais. “O adolescente está mais vulnerável. É uma fase da vida em que estamos mais rebeldes. Não concordamos o que os pais nos dizem, e o que a sociedade nos impõem”, explica.


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O risco, de acordo com a psicóloga, é quando não há conversa. “O adolescente pode não gostar de conversar com os pais, mas isso é importantíssimo. Os pais devem realizar atividades junto dos filhos, mas isso deve ser trabalhado desde criança. Tirem um momento do dia para falar com seus filhos. Se o pai sabe que há alguma mudança de comportamento é porque ele conhece seu filho.”

Baleia Azul na região

Na última semana (25), a Rádio Independente trouxe a história de uma adolescente de Estrela, que foi salva pela mãe antes de cometer suicídio. A menina de 15 anos estava jogando e chegaria a fase final do Baleia Azul, caso sua mãe não interviesse.


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Boatos no Facebook dão conta de um outro caso semelhante ocorrido em Bom Retiro do Sul. No jogo, os participantes recebem mensagens pelas redes sociais com tarefas que envolvem o desafio a regras, automutilação, e até suicídio, que seria a última das 50 fases. Caso não cumpram as tarefas, recebem ameaças.

A mãe da estrelense de 15 anos relatou, na semana passada, que se a garota não realizasse as tarefas, os curadores, como são chamadas as pessoas que enviam as atividades, matariam toda sua família.

No mundo, cerca de 130 suicídios teriam sido realizados em função do jogo.

Sinais que podem identificar um participante do jogo:

– Mudanças bruscas de comportamento
– Ferimentos repentinos ou manchas nas roupas
– Silêncio, introspecção, fuga de diálogos
– Insônia e frequente adoecimento

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