Coordenador de grupo de danças folclóricas valoriza integração entre culturas diferentes em Estrela

Andreas Hamester fala sobre danças alemãs, Festival do Chucrute, carnaval de rua e o tradicionalismo gaúcho


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Andreas Hamester (Foto: Matheus Fraga)

Para o instrutor e coordenador do Grupo de Danças Folclóricas Alemãs de Estrela, Andreas Hamester, o município tem uma característica cultural muito forte. Em entrevista ao Redação no Ar desta quarta-feira (8), direto do Calçadão de Estrela, ele apontou a integração especial que há entre as culturas diferentes.

Hamester é instrutor há 36 anos. Ele conta que o grupo folclórico tem 452 componentes, dos 3 aos 90 anos, em 12 categorias. O grupo tem 52 anos de atividade. Conforme o instrutor, é o mais antigo do Brasil e o maior grupo de danças em quantidade de integrantes do mundo. “Veja o valor que temos na cidade”, destaca.

Hamester lembra uma série de atividades que demonstram a efervescência e integração cultural em Estrela. Entre essas iniciativas está o Arte na Escadaria, um movimento autônomo que acontece uma vez por mês e que no último domingo teve um recital de piano. “Me surpreendeu e me emocionou”, comenta. “Nesses encontros, nessas manifestações, você descobre novos talentos, e consagra e revê os já conhecidos.”

O coordenador do grupo folclórico alemão também dá crédito ao resgate cultural feito pela sociedade italiana em Estrela. No tradicionalismo gaúcho, Hamester observa que os dois Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) de Estrela têm atividades com características distintas: o Raça Gaudéria evidencia mais as invernadas artísticas, e o Estrela do Rio Grande, rodeios e gineteadas. Conforme o instrutor, há uma relação bacana entre o folclore alemão e a cultura gaúcha.

Andreas Hamester também mostra apreço pela relação entre o Carnaval e o Festival do Chucrute, tipicamente alemão. Ambas as culturas participam de atividades uma da outra.

“São origens e tradições diferentes que conseguem, de certa maneira, fazer parcerias incríveis, e eles crescem com isso”, acredita. “Esse entrosamento das quatro principais manifestações culturais de Estrela é incrível”, afirma.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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