Coordenador do IBGE diz que processos migratórios ocorrem dentro do próprio Vale

“A tendência é que as pessoas permaneçam na região”, destaca Paulo Ricardo Hamester.


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Foto: Tiago Silva

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em 27 de agosto, as estimativas da população do país em 2020. Com 36 municípios, o Vale do Taquari soma 366.122 de habitantes, 0,67% superior a 2019. São 2.442 pessoas a mais que ano passado. Apesar da alta geral, quase metade dos municípios da região (17 deles) reduziu a sua população. Conforme o coordenador do censo demográfico do IBGE em Lajeado, Paulo Ricardo Hamester, os “processos migratórios acabam se dando aqui dentro mesmo”, pois “a tendência é que as pessoas permaneçam na região”.


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O crescimento do Vale foi inferior ao índice nacional (0,77%), e superior ao aumento registrado no Rio Grande do Sul (0,4%). “Apesar dessa redução em 17 municípios, o Vale ainda ganhou habitantes”, ressalta Hamester.

Sério, Pouso Novo e Vespasiano estão entre os que mais reduziram, enquanto Encantado, Lajeado e Arroio do Meio figuram entre os com maior alta. Percentualmente, Fazenda Vilanova é o município que tem o maior acréscimo populacional: desde 2020 são 24,6% de adição. Após vem Teutônia. Seis municípios que ultrapassam a faixa de 20 mil habitantes (Lajeado, Estrela, Teutônia, Taquari, Arroio do Meio e Encantado) têm 61% da população do Vale. Lajeado superou a mara dos 85 mil. A maior cidade da região tem, segundo o IBGE, 85.033 habitantes.

O censo demográfico é realizado a cada dez anos. Como o censo previsto para este ano foi adiado para 2021, em função da pandemia de coronavírus, o IBGE fez uma estimativa. Os dados estimados são apresentados por estatísticos, que observam os índices de nascimentos e óbitos (apurados trimestralmente) e a variação populacional registrada no censo anterior, entre 2000 e 2010.

O IBGE manda os dados para o Tribunal de Contas da União (TCU) e servem, entre outras finalidades, para repartir os recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e também para subsidiar a distribuição de vacinas em campanhas do Ministério da Saúde.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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