Coordenador regional do STR aponta tendência de crescimento de plantio de soja e preocupação com falta de chuvas

“A agricultura familiar alavanca e segura a economia mais aquecida”, afirma Marcos Hinrichsen


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Plantio de soja deve crescer na região (Foto: Ilustrativa / Pixabay)

O coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Marcos Hinrichsen, destacou o crescimento do setor agropecuário apesar da pandemia, analisou os impactos das últimas chuvas e projetou as próximas safras em entrevista ao programa Redação no Ar desta terça-feira (1º).

Conforme ele, a agricultura familiar se sustenta em função de sua característica diversificada, com ramificações. Se uma não vai tão bem, a outra segura as pontas, observa. “A agricultura familiar alavanca e segura a economia mais aquecida”, afirma.


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Hinrichsen lembra que, neste momento, os produtores que investiram em grãos têm uma renda otimizada em função da alta dos preços (soja e milho). Por outro lado, os integrados sofrem com o encarecimento nas cadeias de suíno, leite e na avicultura.

Coordenador regional do STR, Marcos Hinrichsen (Foto: Tiago Silva)

Com a alta nos insumos, os produtores têm que investir quantidades mais altas em suas propriedades. “O custo de produção elevou-se bastante”, nota.

O coordenador regional do STR lembra que boa parte dos grãos vai para exportação, destinada à China e países árabes, deixando o mercado interno desabastecido. Dessa forma, Hinrichsen defende o fortalecimento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) como agência reguladora dos preços internos.

O produtor diz que, nesta safra, a colheita de soja tem rendido bem: de 60 a 80 sacos por hectares, quando a média histórica fica entre os 40 e 50 sacos. No milho, não houve muito plantio devido ao alto custo, mas que plantou teve renda boa, aponta.

Para as safras futuras, o sindicalista aponta uma tendência de os agricultores aumentarem o plantio de soja, substituindo atividades como fumo, mandioca e até a produção de leite. Isso deve ocorrer pela facilidade de se trabalhar e operacionalizar a soja.

O grande problema para os agricultores é a questão hídrica. “A gente precisa da chuva lá em setembro quando faz o plantio da semente; em dezembro, quando a soja ou milho estão florescendo. Enfim, a gente precisa da chuva em nossa produção”, explica Hinrichsen.

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