CoronaVac recebe permissão islâmica de líderes religiosos na Indonésia

Vacina foi considerada halal, ou permitida pela lei do Islã, mas ainda precisa ser liberada pelas autoridades de saúde do país; Imunizante é desenvolvido pela Sinovac Biotech, que tem parceria no Brasil com o Instituto Butantan.


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O indonésio Richard Muljadi afirmou em sua conta no Instagram que comprou todos os lugares em voo de avião para viajar em segurança na pandemia (Foto: Imagem: Reprodução/Instagram/@richardmuljadi)

Lideranças religiosas da Indonésia classificaram a CoronaVac – vacina contra a Covid-19 produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech – como halal, ou permitida pela lei do Islã, nesta sexta-feira (8).

A decisão é importante em um país de maioria muçulmana que espera iniciar seu programa de vacinação nos próximos dias.

O líder da autoridade islâmica na Indonésia, Asrorun Niam Sholeh, disse em entrevista coletiva que a vacina da farmacêutica chinesa é “sagrada e halal”.

“Essa informação pode acalmar as pessoas, especialmente os muçulmanos”, disse Niam Sholeh.

No entanto, as autoridades de saúde do país ainda precisam autorizar a vacina antes que ela possa ser distribuída para a população.

O governo da Indonésia encomendou 3 milhões de doses da CoronaVac e prometeu iniciar sua campanha de vacinação na próxima quarta (13), com o presidente Joko Widodo recebendo a primeira em público.

O imunizante é o mesmo desenvolvido no Brasil em parceria com o Instituto Butantan, que na quinta-feira (7) anunciou uma eficácia e 78% para casos leves. A eficácia geral, ou seja, a eficácia levando em conta todos os casos, ainda não foi divulgada.

Plataforma da vacina

A CoronaVac utiliza vírus inativados para induzir a resposta do sistema de defesa do corpo. Esta técnica usa vírus que foram expostos em laboratório a calor e produtos químicos para que se tornem incapazes de se reproduzir.

Fonte: G1

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