Coronavírus chegou na Itália antes do que se pensava, aponta estudo italiano

Pesquisa detectou sinais de que havia Covid-19 no país europeu já em setembro de 2019, bem antes do primeiro paciente 'oficial' da doença, registrado em fevereiro deste ano.


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Pessoas usando máscaras caminham pela Piazza del Duomo, em Milão, na Itália, em foto de outubro (Foto: Miguel Medina/AFP)

O novo coronavírus estava circulando na Itália desde setembro de 2019, segundo indícios levantados por um estudo do Instituto Nacional do Câncer (INT) na cidade italiana de Milão. Isso significa que a Covid-19 pode ter se espalhado para fora da China antes do que se imagina.

A Organização Mundial da Saúde considera que o novo coronavírus e a Covid-19, a doença respiratória que o vírus causa, eram desconhecidos antes de o surto ser relatado pela primeira vez em Wuhan, na região central da China, em dezembro.

O primeiro paciente com Covid-19 da Itália foi detectado em 21 de fevereiro em uma pequena cidade perto de Milão, na região da Lombardia, no norte do país.

Mas as descobertas dos pesquisadores italianos, publicadas pela revista científica “Tumori Journal” do INT, mostraram que 11,6% dos 959 voluntários saudáveis ​​inscritos em um teste de rastreamento de câncer de pulmão entre setembro de 2019 e março de 2020 desenvolveram anticorpos contra o coronavírus bem antes de fevereiro.

Um outro teste específico de anticorpos SARS-CoV-2 foi realizado pela Universidade de Siena numa pesquisa intitulada “Detecção inesperada de anticorpos SARS-CoV-2 no período pré-pandêmico na Itália”.

O estudo mostrou que quatro casos datados da primeira semana de outubro também testaram positivo para anticorpos que neutralizam o vírus, o que significa que eles foram infectados em setembro, disse à Reuters Giovanni Apolone, co-autor do estudo.

“Esta é a principal descoberta: as pessoas sem sintomas não só foram positivas após os testes sorológicos, mas também tinham anticorpos capazes de matar o vírus”, disse Apolone.

“Isso significa que o novo coronavírus pode circular entre a população por muito tempo e com baixo índice de letalidade não porque esteja desaparecendo, mas para ter uma nova onda”, acrescentou.

Fonte: G1

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