Corrida ao Piratini nunca foi tão incerta

Com negativa de Eduardo Leite de concorrer à reeleição, eleição está totalmente aberta no Estado


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Foto: Governo do RS / Divulgação

A derrota do governador Eduardo Leite nas prévias do PSDB serviu como uma espécie de arrancada para a corrida eleitoral no Rio Grande do Sul. E a menos de um ano para a eleição, a corrida ao Piratini está totalmente aberta. Em pleitos anteriores, nesta época, sempre tínhamos os candidatos pré-definidos e aqueles que eram apontados como favoritos. Mesmo que nas últimas ocasiões os “azarões” tenham vencido a disputa. Mas o jogo era mais claro.

O ingresso do ex-juiz Sergio Moro (Podemos) na disputa presidencial, a decisão do presidente Jair Bolsonaro de se filiar ao PL e a definição das negociações nacionais entre PT e PSB que, em solo gaúcho, podem resultar no apoio do primeiro ao segundo na disputa pelo Piratini são fatos que precisam ser analisados. A decisão do PT sobre se apoiará ou não a candidatura de Beto Albuquerque (PSB) ao governo do Estado passa a ser determinante na tentativa da esquerda voltar ao Piratini. A chapa prevista seria de Beto para governador e o deputado petista Edgar Pretto como vice, tendo Manuela D’Ávilla como candidata ao Senado. Se surfar na onda de Lula, a chapa vem forte.

A tendência é de que Leite concentre esforços em tentar fazer seu sucessor no RS, em função dos bons índices que ostenta em levantamentos internos, e do fato de ter conseguido projeção nacional. Nesta sexta-feira, ele demonstrou que poderá apostar na dupla PSDB/MDB ou vice versa. Em eventos no Vale do Taquari, circularam ao lado do governador três prováveis candidatos: o atual vice, delegado Ranolfo; o presidente da Assembleia, Gabriel Souza; e o deputado federal Alceu Moreira. Dificilmente tucanos e MDB disputarão a eleição separados.

E tem o lado que hoje se apresenta como a linha de pensamento do presidente Jair Bolsonaro no Estado. O senador Luís Carlos Heinze, do Progressistas, já se declarou candidato ao governo e ostenta bons índices de aceitabilidade. E o fato novo da semana é do ministro Onyx Lorenzoni, que migrará para o PL e levará com ele muitos parlamentares e lideranças gaúchas e também já lançou seu nome para o Piratini. Numa composição em nível nacional e aqui nos pampas, fala-se da possibilidade de Heinze ser candidato a vice na chapa com Bolsonaro, abrindo espaço para a deputada Silvana Covatti ser vice de Onyx.

Peças postas a prova. A partir de agora a articulação e a movimentação ditarão as regras do jogo para 2022.

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