Cpers promove manifestação contra retomada das aulas presenciais

Em Lajeado, ato organizado pelo 8º Núcleo do sindicato ocorreu na frente da prefeitura.


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Gerson Johan, presidente do 8º núcleo do Cpers (Foto: Luís Fernando Wagner)

O Cpers/Sindicato promoveu, nesta quarta-feira (19), manifestações em todo o Estado para demonstrar a contrariedade da entidade que representa o magistério gaúcho, com relação ao retorno das aulas presenciais, suspensas em função da pandemia do novo coronavírus. O ato ocorreu em frente a prefeitura de Lajeado.

Os poucos manifestantes presentes portavam faixas e cartazes. “Nossa ideia né um ato simbólico, sem aglomeração de pessoas em virtude da pandemia”, esclareceu o presidente do 8º Núcleo do Cpers/Sindicato, que abrange o Vale do Taquari, Gerson Johan.

Para o sindicalista, não existe a menor possibilidade de retomada das aulas presencias no Rio grande do Sul, diante do atual cenário de evolução da pandemia. “Entendemos que as escolas fechadas representam a preservação da vida das pessoas. Nós observamos o que aconteceu em outros países, onde tentaram fazer um retorno às aulas. Nestes países existe a testagem em massa. E lá se percebeu o aumento da transmissão do coronavírus após a volta dos alunos para e as escolas voltaram a ser fechadas. Se isso acontecer no Brasil, só vamos perceber quando as pessoas estiverem morrendo. Os próprios prefeitos da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) não querem a volta das aulas presenciais”, comentou Johan.

No dia 11 de agosto, o Governo do Estado apresentou proposta de retomada das aulas presenciais em todas as redes de ensino no Rio Grande do Sul, após cinco meses de paralisação.

Conforme a proposta, que é rejeitada pela Famurs e pelo Ceprs/Sindicato, a volta começaria pela Educação Infantil e apenas nas regiões com bandeiras amarela e laranja. O retorno gradual de todos os níveis terminaria em outubro. LF

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