CPI da Covid aprova quebras de sigilos de cinco empresários

Desta vez, cinco empresários, entre eles Carlos Wizard, estão entre os alvos


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Foto: Agência Brasil / Divulgação

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid aprovou, nesta quarta-feira (16), novas quebras de sigilos telefônico, telemático, fiscal e bancário. Desta vez, cinco empresários, entre eles Carlos Wizard, estão entre os alvos. Senadores que integram a comissão suspeitam que ele integre um “gabinete paralelo” de aconselhamento do governo sobre assuntos relacionados à pandemia de Covid-19.

Executivos de empresas farmacêuticas que se beneficiaram com o aumento nas vendas de medicamentos como hidroxicloroquina e ivermectina durante a pandemia também estão na lista. Com o laboratório farmacêutico Apsen citado em documentos recebidos pela CPI, que mostram mensagens do Ministério das Relações Exteriores junto ao governo indiano, o presidente e a diretora da empresa, Renato Spallicci e Renata Farias Spallicci, respectivamente, tiveram as quebras de sigilo aprovadas. Também terá os sigilos telefônico, fiscal, bancário e telemático quebrados o sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Emerson Maximiano.

A empresa intermediou a negociação entre a Bharat Biotech e o Brasil para a aquisição da vacina Covaxin. Ao justificar o requerimento, o vice-presidente do colegiado, senador, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), argumentou que documentos recebidos pela comissão apontam que a Precisa recebeu R$ 500 milhões do contrato de R$ 1,6 bilhão fechado pelo governo brasileiro com o laboratório indiano. Isso representa um terço do valor total previsto no documento assinado no final de fevereiro.

Fonte: O Sul

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