Crise na realeza britânica: príncipe Andrew pode ser “cancelado” como duque de York para preservar Elizabeth II

Afastado das funções reais, Andrew teve seu nome envolvido no caso Epstein, que envolveu a exploração de menores de idade


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Foto: Divulgação

O agravamento da crise na família real britânica, com sua imagem pública ameaçada pelo envolvimento do príncipe Andrew em escândalos sexuais, indica que 2022 pode ser um novo “annus horribilis” para a rainha Elizabeth II, a exemplo de 1992, quando seus três filhos se divorciaram, e o palácio pegou fogo, destruindo obras de arte.

A extensão da crise pode ser medida pela revelação do jornal The Times neste domingo (2), atribuindo a fontes do Palácio de Buckingham a informação de que está sendo considerada a possibilidade de ele deixar de usar o título de Duque de York e se desligar de todas as atividades oficiais, no que foi chamado de um “exílio interno”.

O Palácio negou oficialmente, mas os rumores só crescem a dois dias da primeira audiência do processo de assédio sexual a que responde nos EUA. Voluntário ou sob pressão, o “cancelamento” seria uma forma de conter os danos à reputação da monarquia.

Os advogados de Andrew não conseguiram suspender o processo movido pela americana Virginia Giuffre contra Andrew alegando que ela mora na Austrália. Um juiz federal negou o pedido no dia 1º de janeiro. A audiência vai acontecer dias depois da condenação de sua amiga próxima, a ex-socialite britânica Ghislaine Maxwell, por aliciar menores para o financista Jeffrey Epstein, um ambiente desfavorável para ele.

Andrew é um conhecido bon vivant, que sempre frequentou boates e as festas do jet set internacional – antes, durante e depois do casamento com Sarah Ferguson. Muitos afirmam que é o preferido dos quatro filhos de Elizabeth II.

Nesse mundo de celebridades, ele se tornou amigo da socialite Ghislaine Maxwell, filha de um magnata da mídia britânica que cometeu suicídio a bordo de seu próprio iate. Ela virou o elo entre famosos internacionais e o milionário americano Jeffrey Epstein, dono de propriedades em vários países e de um jatinho para levar seus amigos confortavelmente para festas e temporadas de férias.

Andrew era um deles, tendo passado a frequentar as residências de Epstein em lugares como Caribe e Nova York. Donald Trump também era um dos convidados regulares, como mostram fotos em revistas de celebridades.

A hospitalidade foi retribuída com pompa e circunstância. Epstein e Ghislaine (que em determinado momento apresentavam-se como tendo um relacionamento) foram convidados para eventos reais e para um fim de semana no castelo de Balmoral, uma das residências preferidas da rainha.

Nas redes sociais e na mídia, a associação com a rainha quando as fotos apareceram, reveladas pela promotoria de Nova York durante o processo que condenou Maxwell, é direta. Por isso a cogitação por afastá-lo para preservar Elizabeth II.

Fonte: Portal UOL

 

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