Culpar os outros é um dos instintos mais primitivos do ser humano

No quadro "Direto Ao Ponto" desta quarta-feira, no programa "Troca de Ideias", a participação do diretor da Fundação Napoleon Hill e do MasterMind RS, Gustavo Bozetti.


0
Gustavo Bozetti, diretor da Fundação Napoleon Hill e do MasterMind RS (Foto: Rodrigo Gallas)

Certa vez um cidadão foi convidado para o casamento de um amigo de longa data. Na época, esse cidadão disse que não poderia comparecer nesse casamento, mas que no próximo iria sem falta. Você deve estar se perguntando: próximo casamento? Como assim? É que essa resposta veio pois seria o quinto casamento do mesmo amigo. Isso mesmo. O quinto. A justificativa para tantos casamentos e divórcios foi que as esposas anteriores sempre eram muito complicadas, difíceis de lidar. Será?

Situação semelhante ocorre com pessoas que mudam de emprego o tempo todo pois o patrão é muito difícil, ou com vendedores que não conseguem vender pois os clientes são muito difíceis. Meu filho mais novo, quando tinha 3 anos de idade, derrubou um pote de iogurte no chão da nossa sala em um domingo pela manhã. Quando pedimos para ele o que tinha acontecido, ele disse que tinha sido seu colega de aula que tinha derrubado o iogurte. Detalhe: estávamos sozinhos em casa, apenas a nossa família.


Ouça o comentário

 


 

Interessante que o ato de culpar os outros pelos nossos fracassos é um comportamento infantil que se repete inúmeras vezes na vida adulta. Quando acertamos, mérito nosso. Quando erramos, culpa dos outros. Quando somos pontuais é porque somos organizados, mas quando atrasamos, a culpa é do trânsito. Vendemos? Somos os melhores vendedores. Perdemos a venda? Cliente difícil. Isso sem falar do professor que não sabia ensinar e que acabava prejudicando as nossas notas na escola.

Depois de mais de uma década trabalhando com educação corporativa, mais de 25 anos no mercado de trabalho, percebi que as pessoas que evoluem mais rápido e que realmente se destacam, são aquelas que trazem para as suas mãos o mérito dos seus resultados, sejam eles bons ou ruins. São pessoas que tem a autorresponsabilidade muito desenvolvida, e costumam não falhar na segunda vez.

São pessoas que dizem que, na vida, ou ganhamos, ou aprendemos. Pessoas que pensam: o que uma pessoa mais capacitada do que eu faria para obter melhor resultado nessa situação? O mestre sabe a importância de ser um eterno aprendiz, afinal de contas, ninguém é tão bom que não possa se tornar ainda melhor, e ninguém é tão ruim que não possa ensinar nada aos outros. Essa mudança na atitude mental trará autorresponsabilidade para você e mudará os seus resultados para melhor.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui