Curso de Fisioterapia da Univates realiza atendimentos à população de Estrela

Ações abrangem diferentes grupos da população


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Foto: Divulgação

O curso de graduação em Fisioterapia da Univates realiza ações de intervenção com a comunidade local de cidades do Vale do Taquari. Além das ações desenvolvidas na Clínica-Escola, no campus de Lajeado, atendimentos residenciais e grupos de promoção da saúde são realizados em cidades da região. É o caso de Estrela que, desde 3 de março, conta com equipes de promoção da saúde na área da Fisioterapia, formada por estudantes e docentes da Universidade. Fisioterapia na Saúde Mental e Promoção e Prevenção na Área da Saúde são algumas das disciplinas do curso que atendem a população com a realização de grupos de idosos, grupos de caminhadas e de exercícios e atendimentos hospitalares e domiciliares.

Ao longo do semestre 2022A serão realizados 18 encontros para atendimentos variados à população, uma vez por semana, e também atendimentos domiciliares. Os encontros acontecem com diferentes comunidades desde 2020. O grupo de caminhada tem uma média de participação de 35 pessoas por semana, totalizando cerca de 600 participações por semestre. Já os atendimentos domiciliares acontecem conforme o número de estagiários matriculados nas disciplinas específicas da grade curricular do bacharelado em Fisioterapia. Em 2021B foram atendidas oito famílias, e em 2021A foram dez.

Formada em janeiro de 2021, a diplomada Daniele Nervis relata o impacto positivo das intervenções com a comunidade para a sua formação profissional. Ela teve a oportunidade de realizar algumas das primeiras práticas do curso em Estrela. “Trabalhamos em grupo nas Unidades Básicas de Saúde, entendendo o papel do fisioterapeuta em diferentes espaços coletivos”, lembra. No décimo semestre os estudantes foram aos bairros, em Estrela. “O curso de Fisioterapia da Univates é incrível neste sentido. Se eu quiser me engajar em atividades voluntárias práticas desde o começo do curso eu posso – existe essa oportunidade. Os grupos de idosos, de caminhadas, de exercícios e a atuação no território das pessoas são aspectos importantes para a saúde coletiva”, indica a estudante. Além dos usuários das unidades de saúde, o grupo de estudantes da Univates também desenvolve ações com os profissionais que atendem a população nos espaços de saúde.

Em um dos atendimentos, Daniele lembra que esteve com uma paciente cujo trabalho do fisioterapeuta realizado por ela e uma colega automaticamente abrangeu toda a família. “A condição de saúde era bem agravada. Esse olhar de perceber que não é só a pessoa que precisa de atenção, e sim situar ela em um contexto, é o que transforma o atendimento a domicílio. As disciplinas do meu curso me preparam para isso. Esse processo ressignificou muito minha formação”. Para Daniele, que hoje atua supervisionando as práticas dos atuais estudantes do curso, o fisioterapeuta não deve apenas olhar para o problema, ele precisa interpretar o entorno da pessoa. “No atendimento a domicílio a situação se torna mais clara. Não é o ambiente ‘protegido’ da clínica. A gente consegue perceber detalhes, como degraus, por exemplo, que dificultam a mobilidade da pessoa; uma rua irregular; um espaço sem adaptação para quem usa cadeiras de rodas”, conta ela. “O profissional fisioterapeuta e outros da área da Saúde fazem muita diferença na vida das pessoas. Como atendo crianças e idosos, às vezes penso que ajudo crianças a dar seus primeiros passos e pessoas idosas a dar novos passos”, complementa ela.

A também diplomada Francieli Conceição da Rosa, formada em janeiro de 2022, participou das atividades de atendimento recentemente. Para ela, “cada atendimento é único e útil para termos uma visão ampliada do território e da estrutura familiar – em que não atendemos apenas o usuário, mas, sim, olhamos o contexto e para o que ele está realmente precisando em sua família”, descreve. A fisioterapeuta lembra de um caso no qual teve contato com a mãe de uma paciente bebê que passou seu primeiro ano todo no hospital por complicações de saúde.

“O atendimento era para a menina, entretanto atendemos toda a família”, lembra, ao relatar que atividades foram estendidas à mãe, ao pai e ao irmão da paciente. “O atendimento domiciliar vai além do usuário, pois é preciso entender que ele vive em um cenário familiar que precisa ser estruturado para assim ter êxito no tratamento fisioterapêutico. Com isso aprenderemos a ter empatia, a olhar o ser humano como ele é, e como ele precisa ser cuidado de verdade”. AI/VM

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