D’Alessandro projeta ano de revanches para o Inter com filosofia proposta por Coudet

Capitão colorado afirmou que time ainda se adapta às ideias do treinador e disse que expectativas são as melhores possíveis.

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Foto: Ricardo Duarte/Inter

Em um contexto de adaptação do grupo do Inter a um novo modelo de jogo proposto pelo técnico Eduardo Coudet, o meia D’Alessandro projetou um período de adaptação para as ideias do compatriota argentino, mas avaliou que as expectativas de voltar a ganhar títulos são muito grandes. O atleta de 38 considerou que o treinador vem de uma escola diferente, de muita intensidade, pressão, e posse de bola. “Estamos tentando captar essas ideias novas, se adaptar o mais rápido possível. Eu esperava muito por um título no ano passado, porque não sabia se iria renovar ou não. Ficamos pertinho, mas a minha vontade e a minha fome aumentaram. Esse ano é uma revanche importante, em todo competição que a gente jogar. É entrar para ganhar, vencer, conseguir o objetivo”, comentou o camisa 10.

O capitão colorado disse que não vai ser fácil no primeiro jogo apresentar tudo que Coudet quer implementar, mas avaliou que, conforme o time for jogando, a equipe vai se adaptando. Para ele, as propostas do treinador são muitos benéficas para o atleta brasileiro. “São filosofias diferentes. Acho que é muito bom esse treinamento diferente, faz com que o brasileiro possa ou consiga ter uma mentalidade um poquinho mais aberta e cresça um pouco mais”, avaliou.

A ideia, explicou, é chegar no primeiro jogo da Libertadores com uma base técnica e física. “Ao meu entender, essa fase classificatória tem dois primeiros jogos mais importantes do ano. É muito traiçoeira, temos que nos ligar bem. Como podemos iniciar da melhor maneira, pode acontecer algo muito difícil de engolir e o nosso ano começar com uma pressão muito alta referente a resultados”, avaliou.

Apesar de não ter levantado nenhuma taça no ano passado, D’Ale considerou 2019 uma boa temporada. “Eu sei que o resultado manda no futebol, é inegável. Quando tu chega no final e não conquista, alguma coisa tu fez errado, mas nem tudo foi errado. Chegar na final da Copa do Brasil e fazer a campanha que fizemos na Libertadores tem seu mérito. Perder para o campeão faz com que gente fique mais aliviado, mas não ficamos conformados. Temos que nos dedicar muito mais esse ano”, disse, ressaltando a importância de também se preparar psicologicamente.

Em 2019, depois da derrota em casa para o Athletico Paranaense, o Colorado demorou a se recuperar e chegou até mesmo a ver a vaga para a Libertadores ameaçada no Brasileirão. “Temos qualidade no grupo e podemos melhorar muito mais. Nosso mental tem que estar muito forte para competir contra as grandes equipes que economicamente fazem a diferença”, analisou, mencionando “uma diferença muito grande em Palmeiras, Flamengo e o resto”. “Dentro do campo são 11 contra 11 e tudo pode ser igualar”, completou.


“Não renovei para ser tradutor do Coudet”

Falando sempre de forma franca e direta, D’Alessandro afirmou que sua renovação com o clube não passou pela contratação de Coudet, com quem jogou no River Plate. “Não foi porque eu sou amigo dele, vou deixar bem claro. Tem gente que fala isso. Eu não renovei para ser tradutor do Coudet. A língua no futebol é uma só. Português e espanhol têm algumas palavras diferentes mas vocês conseguem nos entender e a gente consegue entender vocês se falam devagar e querem que a gente entenda”, opinou.

O meia explicou que assinou novo contra

Capitão colorado afirmou que time ainda se adapta às ideias do treinador e disse que expectativas são as melhores possíveis

to pelo Inter por conta de seu futebol e números do ano passado – ao todo, foram 48 partidas, nem todas como titular. “Eu renovei por isso, pelo meu trabalho, pelo que eu fiz, pelos números do ano passado. E porque acho que a diretoria acredita que eu posso contribuir para o clube, dentro do campo, principalmente. Sou mais um atleta, com mais um ano de contrato. E é difícil atingir 12 anos em um clube. Se quiserem analisar meu jogo depois, isso faz parte do meu trabalho”.

Fonte: Correio do Povo

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