Dar a dimensão que os fatos merecem pode ser transformador

O costume de se cobrar demais, valorizando seus erros e minimizando os acertos, é prejudicial


0
Foto: Ilustrativa / Pixabay

Tem uma música do Pato Fu que diz “As brigas que ganhei, nem um troféu, como lembrança, pra casa eu levei. As brigas que perdi, essas sim, eu nunca esqueci”. O trecho serve para pensar quantas vezes colocamos uma lupa nas nossas derrotas e olhamos com uma luneta as nossas vitórias.

De vez em quando, o dia está legal, a semana vai bem, mas basta uma pedra aparecer em nosso caminho, que tudo muda. Erramos na avaliação que fazemos dos acontecimentos e ficamos suscetíveis demais. Dar a dimensão que os fatos merecem, e assim, decidir onde vale a pena investir energia, é talvez o maior desafio quando nos deparamos com situações desse tipo.

Tamara Bischoff, jornalista e psicóloga

Ao reparar demais no que não deu certo e não valorizar aquilo que conquistamos, reforçamos ideias de menosprezo a respeito de nós mesmos, fazemos comparações com os outros, damos voltas e voltas sem sair do lugar.

Se você percebe que está fazendo isso, preste atenção. Por que será que precisa ser tão severo consigo mesmo?

Quanto mais possibilidades de pensar a respeito, colocar em palavras, e elaborar, menor a chance de que isso retorne com tanta força, que faça sofrer.

Aceite que é impossível planejar e controlar tudo. Sempre vai haver o inesperado, o acaso, o imprevisto. Se a pedra insistir em aparecer no seu caminho, invente maneiras de lidar com ela: você pode pular por cima, chutá-la, ou mudar seu curso na estrada. E se cair, ainda que machucado, o primeiro passo é se levantar. Depois você vê o que dá pra fazer.

Texto por Tamara Bischoff, jornalista e psicóloga

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui