De barista a bibliotecário: falta de mão de obra faz empresas de Singapura investirem em robôs

Singapura passou a ter 605 robôs instalados por 10 mil funcionários na indústria de manufatura. É o segundo maior número globalmente, atrás dos 932 da Coreia do Sul.


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O cão robô é usado para realizar levantamento autônomo de seu local de trabalho (Foto: Reuters)

As empresas de Singapura estão investindo cada vez mais na implantação de robôs para ajudar a realizar uma série de tarefas que estavam sem mão de obra, entre elas a digitalização de estantes de bibliotecas e servir cafés em metrôs.

O ritmo da adoção e automação da tecnologia foi acelerado após as restrições durante a pandemia de covid-19 dificultarem novas contratações de funcionários.

A cidade-estado, por exemplo, sempre dependeu de trabalhadores estrangeiros. Entre dezembro de 2019 e setembro de 2021, milhares de funcionários deixaram de atuar, de acordo com o Ministério da Mão de Obra.

Com isso, Singapura passou a ter 605 robôs instalados por 10 mil funcionários na indústria de manufatura. É o segundo maior número globalmente, atrás dos 932 da Coreia do Sul.

Para a construtora Gammon, a solução para ter uma mão de obra em um canteiro de obras foi um robô de quatro patas chamado “Spot”. O robô escaneia seções de lama e cascalho para verificar o andamento do trabalho, com dados enviados para a sala de controle da construtora.

O cão robô de propriedade da Hyundai é usado pela Gammon Construction Ltd para realizar levantamento autônomo de seu local de trabalho, na ilha de Sentosa.

Já a Biblioteca Nacional de Singapura introduziu dois robôs de leitura de prateleiras que podem escanear etiquetas em 100 mil livros, ou cerca de 30% de sua coleção, por dia.

Os robôs também estão sendo usados ​​para tarefas voltadas para o cliente. São mais de 30 estações de metrô com robôs fazendo café para os passageiros.

Fonte: Reuters

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