De forma surpreendente, papa responde carta enviada pela Paróquia de Lajeado

Documento foi escrito em julho desta ano, durante as comemorações do aniversário de 140 anos


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Carta chegou ao município no início do mês de dezembro, cerca de cinco meses após o envio (Foto: Artur Dullius)

Em julho de 2021, a Paróquia Santo Inácio de Loyola, de Lajeado, escreveu e enviou uma carta ao papa Francisco, atual chefe de Estado da cidade-Estado do Vaticano. A ideia partiu do casal presidente do conselho administrativo, Fernando Röhsig e Francine Ledur, durante as comemorações do aniversário de 140 anos da paróquia lajeadense.


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No entanto, o que não se esperava era uma devolutiva do pontífice. Conforme o padre Valdir Biasibetti, a proposta era de passar um informe sobre as celebrações que estavam ocorrendo na cidade. “Percebemos a sensibilidade dele para com o povo, como normalmente acontece na sua gestão. Sabemos que são milhares de paróquias católicas existentes no mundo e o papa teve esta reação tão bonita no nosso aniversário”, conta.

O documento, enviado como forma de resposta pela Secretaria do Vaticano, chegou ao município no início do mês de dezembro, cerca de cinco meses após o envio. Em anexo à carta, também estava uma imagem do papa Francisco. “Apresentamos esta mensagem nas missas da matriz e ficamos muito surpresos com a reação de alegria das pessoas, mostrando a sensibilidade pelo que estava ocorrendo”, explica o pároco.

Padre Valdir Biasibetti não recorda de outra ação similar no decorrer dos 140 anos da paróquia (Foto: Artur Dullius)

Segundo o padre, a resposta partiu do Vaticano via nunciatura apostólica (uma espécie de sucursal ou embaixada), com sede em Brasília. No entanto, o ato é inédito no decorrer dos 140 anos da paróquia lajeadense. “Eu estou dois anos nesta paróquia e não tenho conhecimento disto. Aliás, nos outros lugares onde atuei, nunca ocorreu algo assim também. Então, isso nos surpreende de uma maneira muito grande. É uma coisa tão simples e fica a lição para nós. Algumas coisas pequenas que fazemos podem ser tão significantes para a valorização das pessoas”, conclui.

Texto: Artur Dullius
reporter@independente.com.br

 

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