Decisão de suspender pagamento da conta de água nas lotéricas foi da Corsan, diz sindicato

Após o rompimento do contrato entre a gestora de saneamento e o banco estatal, não é mais possível pagar as contas de água em lotéricas


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Desde o dia 31 de dezembro de 2021, não é mais possível pagar as contas de água em lotéricas. O motivo é um rompimento de contrato entre a gestora de saneamento e o banco estatal. O acerto estava garantido até 30 de dezembro de 2021 e não foi renovado.

O presidente do Sindicato dos Agentes Lotéricos, Correspondentes Bancários, Comissários e Consignatários do Estado do Rio Grande do Sul (Sincoergs), Marco Antonio Kalikowski, explica que há 4 anos havia um convênio com a rede bancária que recebia uma tarifa de serviço, oferecida pela estatal, no valor de R$ 1,62. “Isso fazia com que a rede bancária pudesse pagar os seus correspondentes”, diz. Segundo ele, em dezembro a estatal publicou um novo edital alterando o valor para  R$ 1,14. “Isso inviabiliza completamente o serviço. Ficou impossível para a Caixa Econômica Federal repassar a tarifa”, observa. Kalikowski afirma que a instituição financeira repassa para os lotéricos R$ 0,86 para custear o processamento de dados e processos. 

Marco Antonio Kalikowski (Foto: Reprodução / Fecomercio)

Marco Antonio Kalikowski frisa que a decisão de suspender a quitação dos boletos nas lotéricas partiu da estatal, diante do impasse a respeito da tarifa de serviço recebida pelos estabelecimentos. Na visão do sindicalista, a realidade não estava sendo exposta da maneira correta. “Ficou parecendo que só a rede lotérica está de fora do convênio”, declara.

“Será que toda a população têm condições de ir em um caixa eletrônico para pagar”, indaga o presidente do Sindicato dos Agentes Lotéricos.

Com o rompimento de contrato, o pagamento dos boletos pode ser feitos por outros meios onde possuem contas ou nos pontos conveniados de Santander, Banrisul, Bradesco, Itaú, Sicredi, e Sicoob. “A expectativa é que volte a existir um bom senso pelo menos para oferecer a tarifa que existia até então”, comenta Marco Antonio Kalikowski. 

Texto: Jonas de Siqueira
web@independente.com.br


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