Depois da Minuano, BRF de Lajeado tem exportação suspensa pela China

Empresa alega que ainda não foi notificada oficialmente da decisão.


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Em maio, tanto BRF quanto Minuano tiveram as plantas interditadas pelo Judiciário (Foto: Arquivo/Natalia Ribeiro)

Em publicação no site da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), feita neste sábado (4), o governo chinês anunciou a suspensão temporária das exportações de duas unidades processadoras de carne suína no Brasil, em decorrência de surtos da Covid-19. Uma delas é a BRF, na planta de Lajeado, que, segundo a empresa, não tem casos ativos para a doença na data.

A outra unidade atingida pela suspensão é a JBS, em Três Passos, também no Rio Grande do Sul. A partir da publicação, ficam reprimidos os embarques da carne.

A China é o maior comprador de carne suína, bovina e de frango do Brasil. O país asiático solicitou que os exportadores de carne certifiquem globalmente que seus produtos estão livres do novo coronavírus.

Na última segunda-feira (29) a China havia anunciado medida semelhante, mas para a Minuano, de Lajeado. Em nota encaminhada ao Grupo Independente a Prefeitura de Lajeado disse, na tarde deste domingo (5), que “assim como no caso da Minuano, apesar de a decisão ser da China, o município manifesta seu apoio também à BRF no que for necessário para que restem comprovados sua colaboração com as autoridades e seu esforço para combater a disseminação do coronavírus nas suas dependências.”

Ambas as plantas tiveram, em maio, fechamento por aproximadamente 15 dias, determinado pelo Poder Judiciário. Entre os requisitos para retomar as atividades, impostas pelo Ministério Público (MP) de Lajeado, estavam o pagamento de multa e a testagem de todos os funcionários, processo que já foi finalizado.

Confira a manifestação da BRF a respeito do assunto:

“Nota à imprensa

A BRF informa que não foi notificada oficialmente sobre a suspensão da habilitação para exportações de carne suína de sua unidade de Lajeado (RS) e que tomou conhecimento do fato através de publicação no site da Administração Geral das Alfândegas da China – GACC. A empresa ressalta que desconhece o motivo desta decisão e que já está atuando junto às autoridades brasileiras e chinesas, incluindo o Ministério da Agricultura – MAPA, o Ministério de Relações Exteriores – MRE, a Embaixada da República Popular da China no Brasil e o próprio GACC, para reversão da suspensão no menor prazo possível e tomando todas as medidas cabíveis para restabelecer tal habilitação. Vale salientar ainda que os órgãos chineses já realizaram testes em mais de 50 mil amostras de alimentos de forma aleatória procedentes de diversos países e das mais variadas empresas e nada foi constatado até o momento.

Adicionalmente, a Companhia esclarece que, desde o início do surto de Covid-19 no mundo, adotou protocolos de saúde e segurança e planos de contingência em todas as suas unidades fabris no Brasil e no exterior. Cabe ressaltar ainda que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS, a transmissão da Covid-19 ocorre pelo contato próximo com pessoas infectadas e não há evidências de transmissão da doença através de alimentos ou suas embalagens.

Além disso, os protocolos de qualidade da empresa se baseiam nos cinco pilares de segurança alimentar definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), do campo à mesa. Mesmo neste cenário desafiador em que a Covid-19 atingiu diversos países do mundo, a BRF segue respondendo às novas necessidades globais, elevando os patamares de segurança e qualidade em todas as suas operações – princípios fundamentais e inegociáveis para a Companhia.

Sobre a BRF

Maior exportadora global de frango do mundo, a BRF possui marcas icônicas como Sadia, Perdigão e Qualy.  Seu propósito é oferecer alimentos de qualidade cada vez mais saborosos e práticos, para pessoas em todo o mundo, por meio da gestão sustentável de uma cadeia viva, longa e complexa, que proporciona vida melhor a todos, do campo à mesa. Pautada pelos compromissos fundamentais de segurança, qualidade e integridade, a Companhia baseia sua estratégia em uma visão de longo prazo e visa gerar valor para as comunidades em que atua, seus colaboradores e integrados, acionistas e para a sociedade”.

Texto: Natalia Ribeiro / jornalismo@independente.com.br

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