Descarte irregular de lixo gera reclamações de moradores do Bairro Cristo Rei, em Estrela

Frequentadores da Rua Matias Sobrinho chamam atenção para a sujeira próximo a um educandário, inclusive animais mortos são encontrados no local


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Foto: Júlio César Lenhard

As pessoas que passam por uma das principais ruas do Bairro Cristo Rei em Estrela, um dos bairros mais limpos da cidade, percebem à beira da pista da Rua Matias Sobrinho o acúmulo de resíduos, roupas descartadas, dejetos e até animais mortos que são depositados junto a um valão que fica a poucos metros do Instituto Educacional Estrela da Manhã, uma das principais instituições de ensino do município. 


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Daltro Gonçalves Machado é morador do bairro e costuma caminhar com o seu neto pela rua. A situação já chamava atenção, mas o deixou ainda mais em alerta quando o próprio neto perguntou o porquê da grande quantidade de sujeira naquele local. “Quando uma criança já observa e nos questiona, isso sempre nos preocupa um pouco mais, e também nos traz um alerta para que deixemos um lugar melhor para eles no futuro”, explica.

O morador conta que o neto pediu se ambos não poderiam recolher aquele material, e para incentivar e dar um bom exemplo ao pequeno Lorenzo, organizaram os resíduos e colocaram boa parte deles em um mesmo lugar para que, pelo menos, fosse facilitado o recolhimento. “Ele até depois de observar que mesmo limpando as pessoas continuavam jogando lixo, sugeriu colocar uma plaquinha dizendo que é proibido, e mesmo sabendo que essa não é a solução, para atender o pedido dele chegamos a fazer a placa, até para deixar um legado e um ensinamento para o menino. Mas penso que as pessoas se conscientizar e que quem faz isso seja punido, e no mais, nós fizemos a nossa parte”, afirma Machado.

Membro do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura de Estrela, Rafael Meneghini, ao ser questionado sobre o que é possível fazer em termos de punição, fiscalização e ações de recolhimento no local, cita que se torna difícil realizar algum tipo de autuação dos infratores, pois as denúncias chegam para o departamento com poucas informações e, dependendo do tipo de descarte, pode resultar até em prisão. “Há uma dificuldade de se punir os infratores. Um lugar como este não tem câmeras, portanto é sempre complicado se achar quem fez. O fato é que, quanto mais informações das pessoas nos fornecerem, como características da pessoa, placa de carro, facilita chegarmos até quem cometeu o ato e, aí sim, chegar a se tomar medidas em relação a essas pessoas”, explica. 

Meneghini lembra que existem outros pontos na cidade uns situações semelhantes, e atenta para o fato de que se criou uma cultura de esperar que qualquer material como sofás, utensílios, e outros sejam de responsabilidade da prefeitura para serem recolhidos, e que por muitas vezes terem sido de fato retirados pelo serviço público, com a intenção de não deixar a cidade suja, acabaram fazendo com com que houvesse um senso comum de que existe obrigatoriedade dos servidores em fazê-lo.

Para entrar em contato com o Departamento de Meio Ambiente, e fazer parte da Secretaria de Desenvolvimento e Inovação de Estrela, pode-se utilizar o telefone (51) 3981-1044.

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