Desenho do necessário “Auxílio Brasil” tem que ser acordado para não prejudicar as classes mais pobres

Conforme a economista Cintia Agostini, a grande questão seria encontrar a fonte para financiar o programa e não furar o teto de gastos, algo que causa alvoroço no mercado financeiro


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Foto: Shutterstock / Ilustrativa

O programa Auxílio Brasil, que reformula o Bolsa Família, foi o tema da análise da economista e vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat) Cintia Agostini no quadro “Direto ao Ponto” desta quarta-feira (20).

De acordo com ela, não há dúvidas de que é preciso aumentar o valor destinado às famílias de baixa renda no Brasil em função da crise econômica, da pandemia de coronavírus e da perda do poder aquisitivo da população no atual estágio.

Porém, Cintia ressalta que o desenho do programa tem que ser em acordo e consonância com os diferentes atores no mercado financeiro para justamente não prejudicar as classes mais pobres na forma de inflação, alta dos combustíveis e desvalorização da moeda brasileira e elevação do dólar.

Conforme a economista, a grande questão seria encontrar a fonte necessária para financiar o Auxílio Brasil e não furar o teto de gastos e a Lei de Responsabilidade Fiscal, algo que causa alvoroço nos investidores, que pedem previsibilidade para darem um voto de confiança e manterem recursos no país. O governo tem o interesse em financiar o auxílio com o valor de R$ com a PEC dos Precatórios e com a reforma do Imposto de Renda. Porém, os dois projetos estão parados e sem prazo para apreciação pelo Congresso Nacional.

 

 

 

 

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