Desmatamento na Amazônia exporá brasileiros ao calor extremo em 2100, diz estudo da Fiocruz

Doze milhões de pessoas da região Norte estarão sujeitas a altas temperaturas


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Foto: Pexels / Ilustrativa

O avanço do desmatamento na Amazônia, combinado com o aquecimento global, exporá cerca de 12 milhões de brasileiros do norte do país ao calor extremo em 2100, o que representa riscos para a saúde, inclusive de morte, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira (1). “O desmatamento em larga escala da floresta amazônica, associada às mudanças climáticas, aumentará o risco de exposição ao calor extremo”, indica um estudo da escola de saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade de São Paulo (USP).

Os pesquisadores preveem um aumento das temperaturas atuais entre 7,5° e 11,5° para 2100 em regiões do Norte do País, considerando cenários moderados e extremos. “Aproximadamente 12 milhões de pessoas da região norte do Brasil estarão expostas ao risco extremo de estresse térmico”, indica o estudo, que pela primeira vez vincula a destruição da floresta e o aquecimento global à saúde humana.

A exposição sustentada ao estresse térmico pode causar desidratação, esgotamento e, “em casos mais graves, estresse e colapso das funções vitais, o que leva à morte”. Além disso, afeta “o estado de ânimo, os transtornos mentais e reduz o rendimento físico e psicológico das pessoas”.

Fonte: Correio do Povo

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