Devemos alcançar o equilíbrio entre dar e pedir ajuda

Lobos solitários valorizam a autossuficiência, raramente buscam ajuda e também não são propensos a ajudar.


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Foto: Ilustrativa

Do que você precisa agora para resolver um problema ou progredir em uma tarefa ou um projeto. Peça. Olhe à sua volta. Tem alguém que você pode ajudar? “Peça! Como a habilidade de pedir ajuda pode transformar sua carreira”, de Wayne Baker. Ele é professor de Administração na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. O livro foi lançado este ano. A ajuda raramente chega se não pedirmos. Estudos mostram que até 90% da ajuda oferecida no ambiente de trabalho só acontece depois de ter sido pedida. A explicação é simples: as pessoas não podem ajudar se não sabem do que você precisa, e elas não sabem do que você precisa até que diga a elas. Uma pesquisa mostra que um pedido feito pessoalmente é 34 vezes mais efetivo do que uma mensagem por e-mail.


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Pedir ajuda pode ser chamado de “dilema humano universal”. Entre as razões que explicam porque não pedimos ajuda, o autor cita que pensamos que as outras pessoas não vão nos ajudar, que elas não têm disponibilidade. Contamos demais com a autossuficiência. Falamos frases do tipo: “prefiro depender de mim do que dos outros”. Temos medo de parecer egoístas (ao buscar nossos interesses às custas de outros). Há pessoas que entendem que não merecem o privilégio de pedir ajuda.

Novo livro de Wayne Baker (Foto: Reprodução)

Um pedido de ajuda dá início ao ciclo dar e receber. É o pedido que começa a fazer a roda girar. Receptores egoístas exageram em praticar a máxima “simplesmente pedir” e são propensos a esquecer ou negligenciar suas obrigações com as outras pessoas. Lobos solitários valorizam a autossuficiência, raramente buscam ajuda e também não são propensos a ajudar.

Há empresas em que pedir ajuda pode ser considerado um sinal de incompetência e incapacidade para desempenhar a função. Ser um lobo solitário prejudica a saúde, a felicidade o bem-estar. Devemos alcançar o equilíbrio entre dar e pedir ajuda. Doadores excessivamente generosos ajudam demais e podem prejudicar sua própria produtividade. Não usar pegadinhas psicológicas do tipo: você sabe que eu faria isso por você, e sei que vai fazer isso por mim.

Por Dirce Becker Delwing, jornalista, psicóloga e psicanalista clínica 

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