Dezembro Laranja: campanha alerta para o excesso de exposição à luz do sol

"Pode ser câncer:" Médica orienta procurar um dermatologista quando se percebe uma lesão ou pinta suspeita na pele.


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Médica dermatologista Maria Luisa Miorin De Abreu (Foto: Rodrigo Gallas)

O mês de dezembro marca a chegada do verão e, com ele, o cuidado especial com o excesso de exposição à luz do sol. Segundo a médica dermatologista Maria Luisa Miorin De Abreu a radiação solar, sem proteção, pode provocar o câncer de pele, e o diagnóstico precoce é fundamental. Quando a doença é descoberta cedo, a chance de cura é de 90%. Se demora, cai para 40%. Por isso, é importante procurar um dermatologista quando se percebe uma lesão ou pinta suspeita na pele.


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Segundo ela, todos os anos, cerca de 180 mil novos casos de câncer de pele são registrados. “Existem dois tipo principais de câncer: o melanoma e não melanoma. O não melanoma é o câncer mais comum em todo o Brasil ele corresponde por 27% de todos os tumores malignos. Aqui no sul a gente tem uma incidência um pouco maior de tumores”, informa.

A campanha Dezembro Laranja, alertando para os perigos do câncer de pele, acontece todo ano. Desta vez, em vez de atendimento médico, vai ser propaganda digital e com a participação de crianças.

A médica dermatologista recomenda, seguindo as orientações básicas da Sociedade Brasileira de Dermatologia adoção de medidas foto protetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 10h às 16h); utilizar chapéus de abas largas, óculos para sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo; procurar locais de sombra, bem como manter uma boa hidratação corporal. A médica também orienta para o uso diário de protetor de no mínimo 30, que deve ser reaplicado a cada duas a três horas, ou após longos períodos de imersão na água.


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Em 2020, até setembro, os exames feitos pelo SUS para diagnosticar o câncer de pele caíram praticamente pela metade. Foram 210 mil nos nove primeiros meses de 2019 e menos de 110 mil em 2020. É o pior número da década.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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