Dia do pescador amador

Confira o comentário do engenheiro agrônomo Nilo Cortez


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Foto: Divulgação

Dia 29 de junho desde 2007 é dedicado a lembrar do pescador amador. Os mais vividos dificilmente alguém não foi pescar em açudes, arroios e rios. A gurizada da época ia com caniço e minhoca pescar lambari, caruti, jundiá, cara e cascudo se bem me lembro.
Sobre a pesca amadora temos poucas informações quanto a números oficiais. O que se tem é que vem crescendo o número que pescam por hobby, lazer, pesca turística, esportiva, pegue e solte, pesque e pague em fim, pescadores que não vivem da pesca para viver.

A preocupação e fazer da pesca, que tenha critérios de preservação das espécies, respeitar os períodos de reprodução – Piracema outubro a janeiro- e utilização de equipamentos permitidos pela legislação.

O potencial do RS é muito grande pela quantidade de rios, açudes, lagos, barragens, reservatórios de hidroelétricas e litoral.

Trabalho realizado em 2020- “ Diagnóstico Comportamental do Pescador Amador do Rio Grade do Sul” realizado pelo Zootecnista Marcel Hastenpflug do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha- Campus de Alegrete, nos dá uma ideia do setor.

Foi feito uma pesquisa por amostragem entrevistando 450 pescadores amadores e dali foram retiradas as informações que seguem.

Dos entrevistados 97% são homens, 60% na faixa etária 25 a 44 anos, 68% casados, e 42% com renda entre 4 e 10 salários mínimos e 46% empregados assalariados.
Tem aumentado muito no estado o pesque e solte (64%) favorecendo a sustentabilidade do turismo de pesca. O peixe preferido é a traíra (55%), seguido pelo dourado (15%) e outros piava, tilápia, surubim, tucunaré, blackbass. Locais preferidos são açudes e barragens seguidos pelo rios e lagoas naturais e depois o pesque e pague.

Na entrevista 13% declararam que praticam pesca predatória os demais consideram que praticam a esportiva. Outros 35% que respeitam a legislação pertinente e 51% respeitam em parte não errando intencionalmente. Os equipamentos mais usados é a vara de carretilha/molinete seguidos de linha de mão e caniço.

Quanto a licença expedida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com validade de um ano 42% dos pescadores costumam fazer. Outros 33% não tem licença por considerarem desnecessário por ausência de fiscalização.

A isca artificial é cerca de 20% mais usada que a natural (lambari, minhoca, milho, massa). Dos pescadores 52% não tem embarcações predominando a pesca de barranco. E barracas e pousadas de pesca são a hospedagem mais usadas.

O trabalho completo com ilustrações de gráficos está disponível na internet é só procurar pelo título do trabalho.

Enquanto isto vamos respeitando a legislação vigente e sendo bons pescadores conscientes pela preservação das espécies.

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