Dia mundial da meteorologia

Confira o comentário do engenheiro agrônomo Nilo Cortez


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Foto: Divulgação

Lá por 340 a.C. nos escritos de Aristóteles já reunia informações sobre o clima e o tempo. Meteorologia significa em grego “suspenso no céu”, é o estudo da atmosfera.

Quando se pergunta sobre o tempo se refere a um curto período, a temperatura está em 19°C, ontem choveu 15 mm, no início do outono está entrando uma onda de frio da Argentina. Ao se referir ao clima, são informações a longo prazo. Normalmente as médias climáticas são de 30 anos. Se me perguntarem sobre o clima de Lajeado eu posso dizer que o mês mais quente é janeiro com temperaturas médias de 24°C e o mais frio é julho com 13,4°C. Março tem uma média de 142 mm de chuva.

No Brasil o início da meteorologia foi em 1781 com as primeiras medições no Rio de Janeiro e São Paulo e a marinha brasileira criou o primeiro observatório. Mas só em 1917 deu-se início às previsões do tempo pelo Ministério da Agricultura.

A Sociedade Brasileira de Meteorologia- SBMET- foi criada em 1958 e tem sede no Rio de Janeiro. Ela reúne os profissionais formados em meteorologia e vinculados ao sistema CONFEA/CREA. São 13 cursos de nível superior no Brasil. No RS temos a UFPEL- Universidade Federal de Pelotas e a UFSM- Universidade Federal de Santa Maria.

A “Organização das Nações Unidas” ONU, através da “Organização Mundial de Meteorologia” para comemorar a data, está dedicando para o próximo decênio (2021 a 2030) aos estudos do Oceano, nosso clima e tempo como apoio ao desenvolvimento sustentável. Os oceanos cobrem 70% da superfície terrestre. Por eles são transportados 90% do comércio mundial. E sustentação de 40% da humanidade que ficam a 100 Km da costa.

Inegável a influência dos oceanos no clima. Aqui no RS os mais falados são o “El Nino” e “La Nina” é a temperatura do Pacífico que altera os regimes de chuva. Mesmo distante das praias interferimos sim no oceano. Só pensar no que jogamos no Rio Taquari termina chegando lá. Ou quando frequentamos a praia e lá deixamos o nosso rastro de poluidores.

Foto: Divulgação

Nossa instituição climática “ INMETRO”- Instituto Nacional de Meteorologia (Ministério da Agricultura), coordena 500 estações automáticas e 258 convencionais espalhadas pelo Brasil. Mas, há muitas outras que de certa forma trocam informações. Muitas universidades (UNIVATES), Federais e Privadas, Empresas, Centros de Pesquisas, EMBRAPA, ex FEPAGRO-RS que tem dados importantes, etc.

No RS a Secretaria da Agricultura no Projeto de Sistema de Monitoramento e Alertas (SIMAGRO) tem 20 estações meteorológicas instaladas. No Vale tem Taquari e Ilópolis. Ainda deve ser destacado o 8° Distrito de Meteorologia (POA) que nos informa as condições do tempo e previsões diariamente. A empresa privada MetSul em São Leopoldo se dedica a informações e boletins meteorológicos para várias rádios, jornais e empresas do Sul do Brasil. Em Teutônia, Westfàlia e Poço das Antas tem um trabalho interessante. São 9 estações automáticas instaladas particulares que informam gratuitamente aos interessados. Não é oficial, mas bem interessante de ser seguido.

Para comemorar esta data de 23 de março, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está promovendo palestra virtual pelo Youtube das 14:00 às 15h30. Encarregados profissionais do INMET, INPE-Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Ministério Ciência, Tecnologia e Inovação) e CENSIPAM (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Ministério da Defesa). No RS temos o Centro Regional do INPE na Universidade de Santa Maria.

As informações meteorológicas já fazem parte do nosso dia a dia. Os meios de comunicação têm Jornalistas “moça ou moço” do tempo. São jornalistas que abastecidos de informações de meteorologistas divulgam para “seguidores” da emissora. Raramente é o próprio meteorologista (Eugenio Hackbart, Cléo Kun, Luiz Fernando Nactigall, Estael Sias)) que divulga. Hoje está muito facilitado ter dados climáticos e previsões. Até pelo celular tem aplicativos que repassam gratuitamente. Há ainda a possibilidade de compra de estações automáticas pequenas para ser instaladas na propriedade. Tinha uma que não previu e um temporal quebrou. Ou se quiser, é possível comprar de empresas programas ligados diretamente a satélites meteorológicos cada vez mais importantes para quem trabalha no campo. (Internet).

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