Dia Nacional da Adoção: Judiciário do Rio Grande do Sul é homenageado pelo Senado

Durante a solenidade da primeira edição do Prêmio Adoção Tardia, os participantes defenderam a transformação da cultura do processo adotivo no Brasil de modo a torná-la mais inclusiva e solidária


0

O Dia Nacional da Adoção, celebrado na quarta-feira (25), foi marcado no Senado Federal pela homenagem a pessoas e instituições que desenvolvem iniciativas para agilizar a adoção de crianças e adolescentes fora do perfil procurado pela maioria das famílias. Durante a solenidade da primeira edição do Prêmio Adoção Tardia, os participantes defenderam a transformação da cultura do processo adotivo no Brasil de modo a torná-la mais inclusiva e solidária.

Nessa primeira edição do prêmio, foram homenageadas quatro instituições: Grupo de Apoio à Adoção de Belo Horizonte; Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, pelo projeto Em Busca de um Lar; Tribunal de Justiça do Espírito Santo, pela Campanha Esperando por Você; e Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, pelas iniciativas Projeto Dia do Encontro, Projeto Busca-se(R) e Aplicativo Adoção.

Papel da Justiça – A presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira, lembrou que o Poder Judiciário não pode se limitar apenas ao julgamento de processos. Para ela, é preciso estar cada vez mais conectado com as demandas e a realidade da sociedade na busca de soluções, como é o caso da adoção tardia de crianças e adolescentes.

Números – Exemplificando com dados do Rio Grande do Sul, a Desembargadora Iris Helena revelou: “há atualmente 3.686 pessoas habilitadas para adotar, ao passo que existem 317 jovens aptos à adoção, evidenciando-se, assim, a necessidade de estimular a mudança de perfil preferido por aqueles que pretendem adotar. Por meio do Aplicativo Adoção, do projeto Dia do Encontro, agraciado com o Prêmio Innovare e do Projeto Busca-Se(R), o Tribunal de Justiça gaúcho tem buscado conectar histórias de vida e viabilizar a adoção tardia, a fim de que crianças, adolescentes com mais idade, com menos expectativa de serem adotados, sejam acolhidos por um lar”.

Infância e Juventude – Acompanhando a Desembargadora na solenidade estava o Juiz-Corregedor Luís Antônio de Abreu Johnson, que está à frente da Coordenadoria da Infância e Juventude do RS. O Magistrado destacou que “a honraria outorgada pelo Senado Federal ao Tribunal de Justiça e à Coordenadoria da Infância e Juventude do Rio Grande do Sul tem um grande significado.

Os Juízes da Infância e Juventude gaúchos não medem esforços diariamente no desenvolvimento de ações e projetos visando assegurar o direito fundamental à convivência familiar e comunitária à crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Exemplos marcantes dessas ações são os já reconhecidos ‘Dia do Encontro’, ‘APP da Adoção’, ‘Adote um Torcedor Tchê’, além de proporcionar a habilitação de pretendentes à adoção, de forma qualificada, com o curso ‘Primeiro Passo’.

O magistrado também destacou a adoção internacional de adolescentes que já tiveram esgotadas as possibilidades no Sistema Nacional de Adoção , graças à atuação da Autoridade Estadual da Adoção Internacional, atualmente comandada pelo Desembargador e Corregedor-Geral da Justiça, Giovanni Conti. “Aproximar pretendentes com crianças e adolescentes que devem ter os seus direitos fundamentais garantidos é objetivo permanente da atual Administração e das que passaram pelo TJRS, assim como é resultado do trabalho profícuo e valoroso da Magistratura gaúcha”, finalizou o Juiz Corregedor do TJ/RS, que é natural de São Jerônimo.

Acompanhando a Desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira, estava o Juiz-Corregedor Luís Antônio de Abreu Johnson, que está à frente da Coordenadoria da Infância e Juventude do RS e já atuou em Lajeado

Foto: divulgação

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui