A dica desta sexta-feira (12), para o fim de semana, é um clássico de Quentin Tarantino, Pulp Fiction. A obra foi um dos melhores filmes independentes já feitos, que deu um novo gás à indústria americana e consagrou o diretor, roteirista, produtor e ocasionalmente ator.


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Na trama, Vincent Vega, interpretado por John Travolta, e Jules Winnfield, papel de Samuel L. Jackson, são dois assassinos profissionais que trabalham fazendo cobranças para Marsellus Wallace vivido por Ving Rhames, um poderosos gângster. Vega é forçado a sair com a garota do chefe, temendo passar dos limites; enquanto isso, o pugilista Butch Coolidge (Bruce Willis) se mete em apuros por ganhar uma luta que deveria perder. A principal característica do filme é sua narrativa não-linear.

O que Tarantino fez em Pulp Fiction foi, de um lado, popularizar essa forma de narrativa e, de outro, transformá-la quase que em sua própria narrativa, dando o “toque Tarantino” nela. O diretor converteu o básico em uma estrutura que se desdobra em diversas histórias paralelas e, às vezes, tangenciais, que, ao final, deixam evidente o domínio que o diretor tem sobre a câmera e sobre a montagem, além da sempre presente e perfeita trilha sonora.

Cada diálogo é cuidadosamente talhado para funcionar com seu personagem e a respectiva interação com o outro personagem. Há de tudo um pouco, além da incrível capacidade de Tarantino de inserir menções à cultura pop a todo momento.

Não é todo filme que consegue esse tipo de façanha: ser um fenômeno pop em sua própria época e, ao mesmo tempo, ser uma obra que demonstra o mais absoluto controle de câmera e de montagem. Pulp Fiction, apesar de extremamente violento, é um deleite para os olhos e para os ouvidos.

No cinema de Lajeado seguem em cartaz os filmes: Alien: Covenant, Guardiões da Galáxia Vol. 2, Velozes e Furiosos 8, A Cabana e O Poderoso Chefinho. RG

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