Dicas para acalmar e manter os seus animais seguros com os fogos da virada de ano

Veterinária explica que animais de estimação como cães, gatos e pássaros possuem uma audição super-aguçada.


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Imunizante da Moderna usa uma tecnologia sem produtos biológicos, apenas sintéticos | Foto: Joseph Prezioso / AFP / Divulgação

Os fogos de artifício utilizados para comemorar a passagem de ano são um problema para animais de estimação em função do som que emitem. Para tratar do tema, o programa Redação No Ar conversou com a veterinária Ana Júlia Schnack.

Ela destacou que cães, gatos e pássaros, entre outros, possuem uma audição super-aguçada. Por isso ficam assustados e com medo nestes períodos com os barulhos, as luzes e os clarões produzidos pelos artefatos.


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A profissional dá uma série de dicas para minimizar o sofrimento deles. “Tentar manter eles dentro de casa. Se possível, em um lugar um pouco mais escuro, em algum lugar onde eles possam se esconder debaixo de uma mesa ou de uma cama, um lugar onde eles não possam se machucar. Deixar as janelas fechadas, porque muitos cães tentam fugir e acabam se machucando”, orienta.

Veterinária Ana Júlia Schnack (Foto: Arquivo pessoal / Reprodução)

Quando não for possível mantê-los dentro de casa, a veterinária indica utilizar um protetor auricular neles ou então algo para distraí-los, como deixar a televisão ou rádio ligados no momento dos fogos. Os estampidos muito próximos podem causar problemas nos tímpanos. Outra consequência física, no caso dos cachorros, é eles ficarem presos entre as grades ou nas pontas ao tentarem fugir.

Ana Júlia relata que a maioria dos cães se assusta, outros se sentem ameaçados e querer ir atrás, como instinto de defesa. Existem alguns que não se incomodam, mas é uma questão particular deles.

A veterinária comemora medidas que limitam o barulho de fogos de artifício, que têm sido adotadas nos últimos anos. “É um progresso já, que depende de fiscalização e conscientização das pessoas”, ressalta. “A gente está num bom caminho, não só para os animais como também para idosos, bebezinhos e portadores de necessidades especiais”, pontua Ana Júlia.

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