Direito de protestar é legítimo, mas tem que ser exercido dentro de certos limites, avalia promotor

Sérgio Diefenbach analisa problemas causados pelas constantes faltas de energia na área da RGE e o protesto de produtores rurais, com leite jogado na entrada da companhia elétrica


2

O promotor de Justiça Sérgio Diefenbach analisou nesta quinta-feira (20), no quadro Direto ao Ponto, a situação das frequentes faltas de energia elétrica na área da RGE e os prejuízos econômicos causados aos produtores rurais no Vale do Taquari. O problema será debatido em reunião na tarde desta quinta-feira, em Porto Alegre, e ganhou destaque estadual a partir de um protesto quando uma produtora do interior de Colinas, revoltada, jogou um balde de leite na entrada da companhia elétrica, em Lajeado.

Diefenbach ressaltou a importância de se apertar os marcos fiscalizatórios. O integrante do MP entende que o direito de protestar é legítimo, mas tem que ser feito dentro de certos limites. Diefenbach reconhece que o ato da produtora cumpriu seu propósito de chamar atenção para o problema, porém, não é o mais recomendável.

O promotor diz que a RGE tem compromissos firmados em sua área de abrangência, e deve atentar para o tempo de resposta e o controle do patrimônio. Ele entende sempre que é melhor prevenir e fazer os ajustes necessários para evitar que os problemas se alastrem e desencadeiem em judicialização, com custo alto para a empresa e resultado demorado para o usuário, cliente do serviço.

O operador do Direto também indica que o cliente que se sinta prejudicado produza provas para subsidiar os processos e pleitear ações indenizatórias.


2 Comentários

  1. Concordo com a manifestação do promotor porém existem situações que levam as pessoas a uma situação extrema, até de desespero o que pode levar e leva as pessoas a tomarem, também, atitudes extremas. Promessas de solução não concretizadas, meses e meses do mesmo problema a repetir-se, prejuízo, sobre prejuízo, horas e dias de trabalho árduo jogados no lixo pelo descaso de uma concessionária de Energia, no caso a RGE, já era assim quando era a AESSUL. Como diz o ditado “só mudaram as moscas a merda cintinua a mesma”. Coloquemo-nos no lugar desses produtores, a renda vem de suas atividades, esses cortes de energia já rotineiras afetam a renda dessas pessoas, como já citei joga no lixodias e horas não só de trabalho mas também de investimentos que ficam sem retorno. Reflitamos, o que fariamos na mesma situação em que foram feitas diversas manifestações em que o emérito promtor diz: “o direito de protestar é legítimo, mas tem que ser exercido dentro de certos limites”, e nada foi feito para solucionar o problema, até então as manifestações foram de acordo com o dito do promotor, porém nada foi resolvido então o ser humano em situações extremadas se utiliza de recursos extremados. Tenho certeza que as pessoas que fizeram o manifesto não queriam e nem gostariam de fazer o que fizeram. Apesar do prós e contras da manifestação parece-nos que produziu algum efeito que até então não fora conseguido.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui