Direto ao ponto: Cintia Agostini fala sobre redução de impostos sobre veículos, inflação e visita de Maduro ao Brasil

Economista entende que o país deve manter relações econômicas com todas as nações


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Cintia Agostini (Foto: Fernanda Kochhann / Arquivo)

No quadro Direto ao Ponto desta terça-feira (30), a economista Cintia Agostini abordou a redução dos impostos para compra de carros zero populares, a inflação e a visita do presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, ao Brasil.

Desde o início da gestão, o governo de Lula tem observado a ociosidade na indústria automotiva e o impacto disso na vida dos funcionários, na cadeia comercial e na própria inflação. Diante dessa situação, foram definidos investimentos em projetos para esse setor. Uma das medidas propostas é estimular políticas de aquisição de veículos zero quilômetros, com incentivos aplicados apenas para carros abaixo de R$ 120 mil.

Quanto mais peças nacionais o veículo tiver, maior será o desconto no preço, visando retomar a fabricação e gerar impactos positivos na economia. Além disso, são previstos incentivos conforme o nível de poluentes que os carros emitem. Os descontos poderão variar entre 1,5% e 10%. Essas medidas podem resultar em preços de R$ 50 mil a R$ 60 mil para carros populares zero quilômetro, enquanto atualmente o valor mínimo no país é em torno de R$ 70 mil. No entanto, a política ainda não está clara e necessita de mais explicações por parte do governo, o que deve ocorrer em breve.

Sobre a visita do presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, ao Brasil, Cintia entende que a questão tornou-se uma disputa pessoal entre o atual presidente do país e seu antecessor, em que cada um se posiciona contrário ao outro. A análise de Cintia vai além das ideologias políticas, afirmando que quando um governante se torna ditador, independente de sua posição de direita ou esquerda, a democracia é prejudicada. Como economista, Cintia acredita que o Brasil deve estar aberto a negociações e manter relações com todas as nações, mas ressaltou a necessidade de uma discussão aprofundada sobre os refugiados venezuelanos e as medidas a serem tomadas para lidar com essa situação. No entanto, ela considera que as honrarias concedidas a Maduro durante sua visita foram exageradas.

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