Discordamos em fechar os setores produtivos, diz presidente da Acil sobre novas medidas restritivas 

Cristian Bergesch também reforça o pedido para que sejam redobrados os cuidados da população em geral para interromper a escalada crescente da pandemia.


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Cristian Bergesch, presidente da Acil (Foto: Divulgação)

“O que nos descordamos é que a medida fecha os setores produtivos”, diz o presidente da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Cristian Bergesch, sobre as novas medidas restritivas ao combate à Covid-19. No entanto, reforça o pedido das autoridades e direção do Hospital Bruno Born (HBB) no sentido de que sejam redobrados os cuidados da população em geral para interromper a escalada crescente da pandemia.

Bergesch analisa que os picos de casos ocorreram após o período de eleições, festas de fim de ano, feriado de Navegantes — que é muito forte da região de Porto Alegre — e no Carnaval. Por outro lado, não houve pico de casos em períodos de reabertura do comércio, argumenta.


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“Precisamos achatar a curva. Sem sombra de dúvidas que a vida precisa ser preservada. A circulação precisa diminuir [..]. Os cuidados com o distanciamento social são extremamente necessários neste momento e toda população tem que pegar junto com isso”, enfatiza.

O gestor também pede mais celeridade nas medidas de combate à pandemia para a prefeitura, como mais fiscalização em ambientes que possibilitem aglomerações desnecessárias, disponibilização de infraestrutura e equipes de saúde, ampliação nos horários de postos de saúde, disponibilização de testes e agilização na compra de vacinas.

Diante da informação de recorde de casos ativos e ocupação de todos os leitos de UTI, a Acil emitiu uma nota na tarde desta quarta-feira (24).

Confira a nota na íntegra:

ACIL reforça apelo em prol do cuidado público para reversão da situação de evolução da pandemia

Diante da informação de recorde de casos ativos e ocupação de todos os leitos de UTI, a Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) une-se e reforça o pedido das autoridades e direção do Hospital Bruno Born – HBB no sentido de que sejam redobrados os cuidados da população em geral para interromper a escalada crescente da pandemia.

No entanto, desaconselha medidas restritivas ao trabalho regrado que afete negativamente empresas e trabalhadores cumpridores dos protocolos de saúde definidos pela Organização Mundial da Saúde. O comércio e serviços da nossa sociedade têm estado aberto nos últimos meses e não foram evidenciados picos de casos Covid-19 ao longo desse tempo. Os picos foram, evidentemente, apurados após período de eleições, festas de final de ano e feriados prolongados, como Navegantes e Carnaval.

A Acil acredita, seriamente, que os cidadãos ocupados em estabelecimentos produtivos cumpridores dos protocolos de saúde estão mais distantes de contrair o vírus do que se não estivessem presencialmente neles.

Sendo assim, rogamos ao poder público que amplie ainda mais a fiscalização em ambientes que possibilitem aglomerações desnecessárias. Que continue garantindo infraestrutura e equipes de saúde no HBB. Que estenda o horário de funcionamento de todos postos de saúde a fim de evitar aglomerações na UPA e HBB. Que volte a disponibilizar testes, dentro dos padrões científicos, à população. Que agilize o processo local de compra de vacinas e o que mais estiver a seu alcance, menos restringir a atividade laboral.

Enfim, ressaltamos que não são o comércio, as escolas e empresas os “responsáveis” pela situação de saúde instalada … e sim a falta de responsabilidade social de uma parcela da população.

Nosso apelo é o mesmo do poder público e tem como objetivo o cuidado em geral e sentimento de empatia de toda a comunidade para buscarmos a reversão do dramático quadro. É colocando-nos no lugar das famílias e dos indivíduos que estão sofrendo que podemos ter uma dimensão do drama e real gravidade do momento vivenciado dentro do HBB.

Reforçamos: as medidas de distanciamento social são imperativas neste momento e a elas hipotecamos nosso irrestrito apoio. Façamos a nossa parte!

Associação Comercial e Industrial de Lajeado – ACIL

1 comentário

  1. Bom dia!!!
    Na minha opinião como cidadã, acho que deveria fechar tudo, não só o comércio, mas supermercado,farmácia etc. Pois a população não está se dando conta do que está acontecendo, alguns ainda acham que é brincadeira. Aqui na cidade de Cruzeiro tem muitos assim, que não respeitam nada, acham que pode tudo. Gente, isto não é brincadeira.
    Sabemos que é nossos empregos que está em risco, porém temos que estar ciente que está acontecendo. Portanto a minha opinião é está, fecha tudo, mas tudo.mesmo pelo período de uns 10 dias. Para ver se as coisas mudam um pouco. Só o comércio fechar, não vai adiantar, a população vai passear nos supermercados e farmácias

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