Disputa entre gangues no Haiti deixa pelo menos 50 mortos

Médicos Sem Fronteiras relata "campo de batalha", e ONU alerta para aumento da fome


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Foto: Odelyn Joseph/AP

Pelo menos 50 pessoas morreram e 110 ficaram feridas em confrontos entre gangues rivais na capital do Haiti que já duram quatro dias. Forças de segurança do governo não têm conseguido conter a violência, que impede moradores de deixarem suas casas e agravam a situação de fome no país.

Jean Hislain Frederick, vice-prefeito do bairro Cite Soleil, em Porto Príncipe, disse que a violência começou na sexta-feira (08), apenas um dia após o aniversário de um ano do assassinato do presidente Jovenel Moïse.

A violência disparou no Haiti desde que ele foi morto, e agravou-se particularmente nos últimos três meses, enquanto gangues disputam o controle de territórios e cobram dos moradores para oferecer proteção. O número exato de mortos nos últimos quatro dias é desconhecido, pois muitos cadáveres vêm sendo queimados. Autoridades locais afirmaram que os confrontos envolveram as gangues rivais conhecidas como G9 e G-Pep.

A organização Médicos Sem Fronteiras afirmou que os confrontos entre gangues deixaram milhares de pessoas presas em Cite Soleil sem água potável, alimentos e cuidados médicos. A entidade pediu ajuda de outros grupos de assistência e exortou as gangues “a pouparem os civis”. Três membros da Médicos Sem Fronteiras estão tratando pessoas feridas em uma área de Cite Soleil chamada Brooklyn.

O Programa Mundial de Alimentação (PMA) das Nações Unidas advertiu na terça-feira que a fome deverá aumentar no Haiti, que registra uma inflação de 26%, alta nos custos dos alimentos e combustível e deterioração da segurança.

Fonte: DW Brasil

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