Disputa pelo comando no Congresso aumenta pressão por volta de auxílio emergencial

Avaliação no Ministério da Economia é que, se o benefício voltar a ser pago, governo só tem caixa para um valor abaixo de R$ 300.


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Arthur Lira e Baleia Rossi disputam o comando da Câmara

Uma nova rodada do auxílio emergencial tornou-se um dos temas centrais na disputa pelo comando do Congresso Nacional. Na Câmara, os dois principais candidatos (Arthur Lira, do PP, e Baleia Rossi, do MDB) já se posicionaram a favor de discutir a retomada dos pagamentos. Com mais de 200 mil vítimas da covid-19 no País, a pressão é crescente entre os parlamentares e já entrou no radar do Ministério da Economia.

A equipe econômica avalia que o benefício precisará ficar abaixo dos R$ 300 pagos entre setembro de dezembro do ano passado, caso haja necessidade de renová-lo. O próprio ministro Paulo Guedes já admitiu publicamente a possibilidade de renovação do benefício em caso de recrudescimento do coronavírus, mas nenhum movimento foi feito até agora.

O Congresso tem se adiantado no debate. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) começou a coletar assinaturas de apoio a um requerimento de convocação extraordinária do Congresso em janeiro para votar um novo decreto de calamidade, a retomada do auxílio emergencial e a universalização de uma vacina contra Covid-19.

Na quarta-feira (6), ao lançar oficialmente sua campanha à presidência da Câmara, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) defendeu aumentar o Bolsa Família ou instituir uma nova rodada do auxílio emergencial.

Principal adversário do emedebista na corrida pelo comando da Casa, o deputado Arthur Lira (PP-AL) também aderiu à defesa do fortalecimento de políticas sociais. Em seu perfil no Twitter, o candidato pregou uma reorganização dos programas de renda mínima, “mas sem abrir mão da austeridade fiscal e do teto de gastos”, em referência à regra que limita o avanço das despesas à inflação.

O governo tenta esperar o resultado da disputa para decidir sobre a prorrogação do auxílio, na expectativa de que seu candidato (Lira) saia vitorioso.

Fonte: Estadão

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