Documento manifestará insatisfação do setor produtivo com a proposta de concessões do governo do Estado

Empresários do setor de transportes entendem que projeto não atende as reais necessidades da região. Reunião de três horas ocorreu nesta segunda-feira (7) no salão de eventos da Acil.


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Evento teve o objetivo de trazer os transportadores para debater a proposta do Governo do Estado. (Foto: Nícolas Horn)

Simplista, insuficiente e sem atender as necessidades dos transportadores da região. Essa foi a avaliação do setor produtivo para a devolutiva apresentada pelo governo para o plano de concessão das rodovias do estado. O tema foi debatido em reunião realizada no auditório da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) nesta segunda-feira (7), contando com ampla participação da classe empresarial.

Durante três horas foram apresentados os problemas e propostas de melhorias ao projeto de concessões elaborado pelo governo do Estado das rodovias 128, 129, 130 e 453. O diretor de logística da Fetransul, que representa 13 sindicatos, Paulo Ziegler constatou que a proposta atende as concessionárias que administrarão as rodovias e detrimento aos usuários.

Ziegler apresentou uma série de prováveis problemas do edital de licitação, especialmente em função das grandes exigências de garantias que prejudicam a redução da tarifa. Também foram apresentadas sugestões para baixar o custo do projeto, desde a formação de uma Parceria Público Privado (PPP), passando pela mudança do edital e a implementação do sistema free flow.

O presidente da Câmara de Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC-VT) Ivandro Rosa apresentou em detalhes o cronograma de obras da devolutiva do governo do Estado e destacou uma série de melhorias indispensáveis para o desenvolvimento da região. Os ajustes foram apontados com base na realidade logística da rodovia.

Após as apresentações, os transportadores foram ouvidos e manifestaram a sua insatisfação ao projeto do jeito que está. “A análise dos transportadores é que o projeto fica muito aquém da necessidade e não atenderia, nem a curto prazo, o que o que demanda a região. O problema todo é que o prazo de execução fica muito alongado. Por exemplo, nas imediações de Cruzeiro do Sul, se fala em obras somente no vigésimo ano. Então fica muito distante da realidade e da necessidade imediata do empresariado. Os empresários entenderam que o projeto é insuficiente para atender a realidade da logística regional”, relata.

Para marcar posição e pressionar o governo do estado, será elaborado um documento manifestando à contrariedade a proposta apresentada. “Da parte do governo não há interesse de acolhimento imediato, então vamos gerar um documento demonstrando a opinião dos presentes, sinalizando que as obras ficam aquém da necessidade e que os prazos tão alongados não atendem e vão continuar expondo a vida das pessoas, além de prejudicar a economia da região”, sinaliza Rosa.

Texto: Nícolas Horn
Nicolas@independente.com.br

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