Duas lições para a vida: todos deveríamos ter um time para torcer e um animal de estimação 

Saber que a vida é finita nos faz dar valor para o que é importante, e saber lidar com as derrotas gera aprendizado


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Gustavo Bozetti, diretor da Fundação Napoleon Hill e do MasterMind RS (Foto: Tiago Silva)

Há alguns anos, ganhamos um novo membro em nossa família, que foi um cãozinho chamado Lupi. O filhote chegou e mudou completamente a nossa casa e a nossa rotina. Na época, a nossa filha Isadora tinha 8 anos de idade. Lembro que todas as vezes que éramos convidados para jantar na casa de amigos, a Isa perguntava se lá haveriam cachorros, tudo em função do tamanho do seu medo de animais que ela tinha.


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Lembro que tivemos que ir embora de algumas dessas jantas em função desse medo exagerado. Com a chegada do Lupi, tudo mudou. A Isa venceu aquele grande medo e, desde então, tornou-se uma apaixonada por animais. Hoje, aos 16 anos, ela ama tanto os bichos que já cogita a hipótese de seguir carreira como Veterinária. Porém, o que pretendo comentar com os queridos leitores e leitoras, é sobre um grande aprendizado que tivemos com um outro bichinho. A Isa teve animais de menor porte, entre eles, um “hamster”.

Certo dia, chegamos na casa da vó e percebemos uma profunda tristeza no ar. Logo que nos encontrou, a Isa comentou que o seu querido Pi (nome carinhoso do bichinho) havia partido. Ela nos pegou pela mão e nos levou até onde havia feito o ritual de despedida, com direito a velório e enterro. Percebemos a profunda tristeza e o aperto no peito da nossa amada Isa. O ensinamento que aquela perda gerou é que a vida tem fim. Quando aprendemos a importância do “senso de finitude”, passamos a dar mais valor para o que realmente importa em nossas vidas.

Algo semelhante ocorre com relação ao time para o qual torcemos. Quando encontramos pessoas fanáticas por um time, percebemos que nem sempre elas lidam bem com as derrotas. É aí que surge o aprendizado de algo importante, que é o de saber lidar com as derrotas. Crescemos ouvindo a importância de vencermos na vida. Faz parte do instinto natural do ser humano a busca pela vitória. Porém, saber lidar com a frustração de ter perdido, também é importante, pois nem sempre venceremos nossas batalhas ao longo de nossas vidas. Normalmente, as vitórias são construídas de derrota em derrota, mas com a persistência e a indignação de querer mudar aquele cenário, canalizando nossas ações na direção correta.

Estes dois ensinamentos podem fazer a diferença em nossas vidas. Saber que a vida é finita nos faz dar valor para o que é importante enquanto ainda temos a vida. E, também, saber lidar com as derrotas da vida gera aprendizados para que possamos levantar e seguir atrás das vitórias que procuramos. Afinal, cada derrota carrega consigo a semente de uma vitória equivalente. Cabe a cada um de nós plantar essa semente e cuidar dela até que possamos sentar a sombra e desfrutar do fruto. Pensemos sobre isso. Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

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