Duração de furacões aumenta com aquecimento global, sugere estudo publicado na ‘Nature’

Aumento da temperatura dos oceanos no Atlântico Norte faz com que furacões carreguem mais umidade quando tocam o solo, o que os deixa mais fortes, dizem cientistas de uma universidade japonesa. A destruição causada por eles também deve ir mais para dentro do continente à medida que a temperatura do planeta sobe.


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Menino anda carregando pneu no ombro em meio a rua alagada após chuvas fortes na cidade de Villahermosa, no estado mexicano de Tabasco, no dia 11 de novembro. (Foto: Angel Hernandez/AFP)

Uma pesquisa publicada na quinta-feira (11) na revista científica “Nature”, uma das mais importantes do mundo, aponta que os furacões do Atlântico Norte estão levando mais tempo para perder força com o aquecimento global – ou seja, eles estão durando mais tempo.

O estudo também aponta que, à medida que o planeta esquenta, a destruição trazida pelos furacões deve avançar, de forma progressiva, para o interior do continente.

As conclusões são de dois cientistas da Universidade de Pós-Graduação do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa, no Japão.

Veja os principais pontos do estudo:

1 – Os cientistas analisaram a intensidade de furacões no Atlântico Norte que tocaram o solo no período de 1967 a 2018. Eles descobriram que, enquanto nos anos 60 um furacão típico perdia cerca de 75% da sua intensidade um dia após tocar o solo, hoje essa perda é de apenas 50%.

2 – Isso está ocorrendo porque os furacões são alimentados pela umidade marinha. Usando simulações de computador, os pesquisadores mostraram que, com o aumento da temperatura dos oceanos, aumenta a umidade que o furacão carrega ao tocar o solo.

3 – Os achados apontam que, à medida que o planeta for aquecendo, o poder destrutivo dos furacões vai se estender, de forma progressiva, mais para dentro do continente.

Fonte: G1

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