“É a primeira vez que Lajeado registra casos autóctones de dengue”, afirma coordenadora da Vigilância Epidemiológica

Dos 16 casos confirmados até esta sexta-feira, 11 são autóctones, com transmissão dentro do município


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Mutirão contra a dengue: profissionais aplicam produtos em locais propícios para proliferação do mosquito em Lajeado (Foto: Arquivo / Divulgação / Prefeitura de Lajeado)

Os casos de dengue preocupam a Vigilância Epidemiológica de Lajeado. O município tem, até a tarde desta sexta-feira (7), 55 casos notificados. Destes, 16 foram confirmados como positivos nos exames laboratoriais. Outros 22 casos estão em investigação, e 17 foram descartados.

Segundo a coordenadora da vigilância, Juliana Demarchi, dos 16 casos confirmados, cinco são importados e 11 autóctones, ou seja, são pessoas infectadas no próprio município, que não trouxeram a dengue de fora. “Isso é uma preocupação, porque é a primeira vez que Lajeado registra casos autóctones de dengue”, pontua Juliana.


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Coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Lajeado, Juliana Demarchi (Foto: Tiago Silva)

Ela explica que a dengue traz um quadro de saúde semelhante ao coronavírus. Porém, difere pela falta de sintomas respiratórios. Segundo Juliana, em casos positivos de dengue não é necessário isolamento do paciente infectado.

A orientação é que, no início dos sintomas, a pessoa utilize repelente. O objetivo é evitar que o mosquito Aedes aegypti transmite a doença adiante.

Conforme a coordenadora da vigilância de Lajeado, o inseto, quando pica alguém com a dengue, demora de 4 a 6 dias para processar o vírus em seu organismo e passar a transmitir. “O vírus tem que estar viável nas vias aéreas, na saliva do mosquito para seja feita a transmissão”, detalha.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

 

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