É importante diferenciar o que é próprio para adultos e crianças, diz coordenadora pedagógica

Série sul-coreana "Round 6", a mais assistida da história da Netflix, tem classificação etária de 16 anos. No entanto, muitas crianças tem assistido à série que mistura jogos infantis com violência explícita


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Vanessa Delving Ely, coordenadora pedagógica do Colégio Madre Bárbara (Foto: Rodrigo Gallas)

O impacto de conteúdos violentos, como da série sul-coreana “Round 6”, em crianças e adolescentes, foi a pauta do bate-papo do programa Panorama da manhã desta segunda-feira (8). O seriado sul-coreano se tornou em pouco tempo o mais assistido da história do serviço de streaming Netflix. Apesar de sua classificação etária de 16 anos, muitas crianças tem assistido os episódios do programa que mistura jogos infantis e violência explícita.

 

A coordenadora pedagógica do Colégio Madre Bárbara (CBM), Vanessa Delving Ely explica que até os dez anos de idade o indivíduo está construindo a moral, o que ela entende como certo e errado. Nesta questão, os adultos tem papel de referência como norteador da moral.

Segundo ela, o maior foco é definir o que é próprio para crianças e adultos. “Não estamos intervindo nas organizações das famílias, de forma alguma, mas é importante sugerir, trazer questões que possam estar levando as famílias a refletir o que é impactante, ou não”, relata.

“Round 6” não é indicada para quem ainda não atingiu a maioridade, e é totalmente contraindicada para crianças pequenas.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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